Antes Maria Rita, hoje Santa Dulce dos Pobres


Olá, alpinista!

Antes Maria Rita, hoje Santa Dulce dos Pobres.


A menina Rita, nascida em Salvador, ingressou para a vida religiosa aos 18 anos, quando adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce. Vocacionada aos cuidados dos pobres e doentes, Santa Dulce nunca escondeu o seu amor em servir aos mais necessitados e sua devoção pela Divina Providência. Celebrada no dia 13 do mês das vocações, Santa Dulce nos ensina a colocarmos nossos dons a serviço do outro e do Reino de Deus. O chamado a servir é diário e, por isso, “habitue-se a ouvir a voz do seu coração. É através dele que Deus fala conosco”.


Santa Dulce, que sempre viu nos pobres e doentes a face de Cristo, nos ensina a olharmos com misericórdia para os mais necessitados, a sermos rosto de Cristo para o outro e a vermos Cristo nos olhos dos nossos irmãos. Afinal, “se Deus viesse à nossa porta, como seria recebido? Aquele que bate à nossa porta, em busca de conforto para a sua dor, para o seu sofrimento, é um outro Cristo que nos procura". Assim, devemos sempre nos lembrar de ver o outro como alguém digno do amor de Deus e de acolher as suas necessidades como alguém que acolhe o próprio Jesus.


Santa Dulce nos ensina muito sobre o amor também. Segundo ela, para mudarmos o mundo é preciso amar. No entanto, esse amor não pode estar restrito aos nossos familiares, amigos alpinistas e colegas de trabalho. É muito fácil amar quem nos rodeia. Santa Dulce nos propõe uma missão ainda mais bonita e importante: amar o outro que está nas ruas quando viramos o rosto para não ver, amar a criança abandonada que pede esmola no semáforo quando fechamos as janelas dos nossos carros, amar os doentes que repugnamos com receio de contaminação. Foi essa a missão que Santa Dulce abraçou em vida e que tanto nos inspira a também sermos capazes de amar ao próximo. Por isso, “sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala”.


Mas como podemos abraçar essa missão de amar? Por meio da oração, da caridade, do olhar e ouvir atentos às necessidades do outro, por meio do acolhimento, da partilha, da aceitação e da tolerância. Em tempos de discursos de ódio aflorados, é importante lembrarmos que “no coração de cada homem, por mais violento que seja, há sempre uma semente de amor prestes a brotar”. Não devemos responder ódio com ódio jamais. Devemos ser a pessoa que acolhe e não a que julga. Devemos nos reconhecer enquanto rosto de Cristo e permitir que o outro também nos reconheça como alguém que caminha com Ele.


Além do exemplo de misericórdia e amor, Santa Dulce construiu a maior obra de caridade a serviço de Deus: as Obras Sociais Irmã Dulce. Segundo o nosso Anjo Bom da Bahia, "o importante é fazer a caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados como missão escolhida por Deus". É muito importante sabermos a distinção entre caridade e voluntariado. Santa Dulce não desenvolveu trabalhos voluntários, ela agiu, verdadeiramente, com caridade na busca de melhores condições para os mais necessitados. Nós também, enquanto cristãos, somos chamados à caridade. No entanto, nossas obras não devem visar recompensas, afinal, não ganhamos o céu porque somos bons, já ganhamos o céu e por isso devemos retribuir de alguma forma, inclusive colocando nossa vocação à serviço do Pai.


Vale lembrar que não é uma tarefa fácil. Quem nunca se perguntou de onde Santa Dulce, mesmo já idosa e com problemas de saúde, tirava tanta força para seguir lutando pelo o que acreditava? Quantas vezes nos sentimos incapazes e distantes de realizarmos uma parte da grandiosidade do que foi feito por ela? Mas, em verdade, a nossa Irmã Dulce – que caminhou pelos corredores do nosso tão amado Dom Amando e foi proclamada Santa Dulce dos Pobres em 13 de outubro de 2019 – serve-nos como exemplo de que a santidade é possível e está próxima de nós. É “no amor e na fé que encontraremos as forças necessárias para a nossa missão".


Por fim, Salta Dulce nos deixou uma grande