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Tema Anual 2024: Onde há um cristão, ali está o Cristo. Onde há um alpinista, ali está o Escalada.


Onde há um cristão, ali está o Cristo.

Onde há um alpinista, ali está o Escalada


Quando o livro dos Atos dos Apóstolos narra a experiência da Comunidade Primitiva nos mostra um grupo de pessoas decididas a seguir Jesus Cristo mesmo em condições adversas e sem compreender em plenitude tudo que havia acontecido, em especial a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.


Mesmo sem as facilidades de uma estrutura que os sustentasse, pois ela viria depois, eles se lançaram em aventura de amor, na certeza de que levavam no coração o Reino de Deus, o próprio Jesus.


Assim, onde cada cristão estava, ali estava Cristo. E Cristo era anunciado com a vida e as palavras, não poucas vezes com o testemunho doloroso do martírio.


Essa identidade profunda, esse caráter indelével, nasce no Batismo. Quando submergimos nas águas do Batismo voltamos uma nova criatura. Não apenas seguidores, mas figuras do próprio Cristo. O Batismo nos configura com Jesus. Por isso, repito, onde está um cristão, ali o Cristo está.


Onde está um católico, ali a Igreja está. Pois, onde está a parte está o todo.


Não existe cristão católico, apenas, da porta dos templos para dentro.


No Ângelus do dia 14 de janeiro de 2024 o Papa Francisco disse: "Não existe cristão que não seja protagonista da evangelização. Se não é protagonista, não é cristão. Ou, como dizia minha vó, é cristão leite de rosas."


Cristianismo e catolicismo não tem a ver, portanto, com o estar aqui e ali. Dentro ou fora, perto ou longe de uma estrutura de sustentação, embora ela seja importantíssima. Tem a ver com identidade . Não é "estar". É "SER".

Tudo que vale para o cristão católico vale para o alpinista.


Ser Escalada é muito mais que estar numa estrutura de Escalada. Podíamos, aqui, resgatar uma frase muito usada nos princípios do Movimento: Uma vez alpinista, sempre alpinista.


A compreensão sobre o estar e o ser faz toda diferença. É preciso estar - zonais, projetos, paróquias. Mas é preciso, sobretudo, ser e, quando se é, assim é em todos os lugares.


Onde está um alpinista, ali está o Escalada e deveríamos ser reconhecidos por essa nossa identidade, uma marca registrada, suave e indelével de Ser Pessoa em Clima de Oração.


Em 2024, perguntas deveriam nos acompanhar:


O que me distingue como alpinista?


Quem me vê, o que vê de Escalada em mim?


Que diferencial carrego ao estar na comunidade cristã e na sociedade que fazem com que eu seja identificado como membro do Movimento Escalada?


Que esse ano seja o ano do ser e que o fazer reflita uma identidade de batizado que vive uma espiritualidade.


Amém!


Pe. Manoel Filho (Mané)

Assistente Eclesiástico do Movimento Escalada


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