top of page

Calendário Temático 2023

25.NOV A 01.DEZ – ORAÇÃO – ADVENTO: O TEMPO DE PREPARAÇÃO


Objetivo


Iniciar a nossa preparação individual para receber Cristo durante o tempo do Advento.


Advento


O Advento marca o início do ano litúrgico e representa a preparação para a vinda de Cristo, dividido em 4 semanas que antecedem o Natal. As duas primeiras semanas focam nas profecias do Velho Testamento sobre a chegada de um Messias, enquanto as duas semanas finais se concentram na preparação para o nascimento de Jesus em Belém, destacando figuras como João Batista e Maria. O período enfatiza a esperança na renovação e libertação, convidando-nos a refletir sobre como nos preparamos para a vinda de Jesus.


É um período em que devemos pedir a Deus para nos conceder a capacidade de acolher o Advento conforme a Igreja propõe: como uma oportunidade de preparação para Sua chegada. Que cada ação que empreendamos - seja ao presentear alguém, participar de celebrações ou compartilhar refeições - nos recordem a importância de reservar um lugar em nossos corações para Deus e para Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.


Sugestão de Dinâmica: Cada um, individualmente, se espalhar pela sala e se sentar no chão, elaborando um deserto com as seguintes perguntas: “Em que área da minha vida eu preciso que Deus nasça?” “Qual é o meu maior defeito que me impede de chegar mais próximo de Deus em vida?” e por fim “Em que lugar eu gostaria de estar para viver de corpo e alma a graça do Espírito Santo no Natal deste ano? E onde eu preciso estar?”.

Sugestão: Acender uma grande vela que remeta o Sírio e entregar as perguntas em papel impresso para evitar uso de celulares.

Sugestão Bíblica: Lucas 2, 1-7; Lucas 3, 15-17.

Sugestão de Músicas: Eterno Advento (Grupo Opa); Novo Tempo; O Presépio de Francisco (Grupo Opa).


18.NOV A 24.NOV – COMPORTAMENTO – O REINO DE DEUS E A SOLENIDADE DE CRISTO REI


Objetivo


Levar o alpinista a uma melhor compreensão do Reino de Deus e de como agir em conformidade com ele.


O Reino de Deus


No meio cristão falamos muito no Reino de Deus e, geralmente, associamos a um paraíso futuro para o qual iremos após a morte, se nós comportarmos bem. No entanto, essa visão do senso comum, que muitas vezes predomina nossas comunidades, não é autenticamente bíblica, sendo a compreensão do Reino algo muito mais profundo.


Desde o Gênesis, o ser humano é chamado a um propósito extraordinário de dividir com Deus a responsabilidade pela Criação. O homem e a mulher recebem a missão de nomear as criaturas e cuidar da Natureza em comunhão um com o outro e com o próprio Criador, que passeava pelo Jardim com eles.


No entanto, o pecado vem como quebra dessa perspectiva, mediante a qual o ser humano se torna egoísta, explorador, maldoso, autocentrado. A partir daí, surge uma tensão humana que Santo Agostinho aponta como a luta entre a “cidade de Deus e a cidade dos homens”, na qual há dois modos de se construir o mundo e a sociedade, o jeito de Deus, planejado desde a Criação, e o jeito humano marcado pelo pecado.


Há muitos exemplos bíblicos de reinos humanos absolutamente marcados pelo mal, pela injustiça, pela miséria, como a Torre de Babel, Sodoma, Gomorra, e até o mundo inteiro no período de Noé, mas o mais grave ocorria quando o próprio povo escolhido por Deus para brilhar sua luz não funcionava na dinâmica do Reino de Deus, mas no dos homens. Assim, houveram terríveis líderes no meio do povo de Deus que ordenaram a morte de seus próprios filhos, expropriaram terras dos mais pobres e ignoravam as necessidades dos órfãos e das viúvas.


Assim, o próprio Deus prometeu que enviaria um verdadeiro Rei, que governaria com Justiça e não abandonaria sua Criação em meio ao pecado e ao mal:


Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos. (Isaías 9,5-6)


Jesus é o próprio Deus encarnado e cumpre com a missão humana de fazer justiça na terra. Carregando sobre si todo o pecado, ele vence a morte e abre as portas da vida para nós.


Jesus e o Reino


É por isso que Jesus afirma audaciosamente quando começa sua pregação que o Reino de Deus já chegou! Ele ensina que o Reino não é algo que simplesmente vai chegar, mas que está plantado nos corações humanos a partir de sua vinda. Algo concretizado verdadeiramente após a sua Ressurreição.


Observemos como inicia o Evangelho de Marcos, o mais antigo segundo os historiadores:


Princípio da boa nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías. (Marcos 1,1)


“Evangelho” (boa nova) era o termo romano usado na época para anunciar o início de um novo reinado. Ao iniciar a história de Jesus dessa forma, Marcos está ensinando para todos os povos que há um novo rei para o mundo inteiro, Jesus, o próprio Deus feito homem.


O Reino de Deus aqui


Ao conquistar a terra para si, Jesus envia seus discípulos para continuar sua missão, fazendo discípulos, novos cidadãos desse reino. São Paulo, ensina que ser cristão é ser cidadão do céu:


Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. (Filipenses 3,20).


Dessa forma, a missão do cristão é recobrar a missão humana do Éden, perdida em Adão, mas resgatada em Cristo. Viver conforme o Reino de Deus é seguir suas leis, é viver em todos os lugares obedecendo à legislação divina. Ou seja, ainda que vivamos num contexto de reino humano, temos a obrigação de seguir os conformes da lei divina.


Por exemplo, o regime Nazista revela profundamente um reino humano pecador, a obrigação do cristão naquele período era não ser primeiro cidadão alemão, mas primeiro cidadão dos céus! Dessa forma, muitos foram os cristãos que desobedeciam Hitler para obedecer a Deus, a exemplo de São Maximiliano Kolbe ou do pastor luterano Dietrich Bonhoeffer, chamado de mártir e irmão pelo próprio Papa Francisco.


A missão do cristão deve ser tornar viva a presença de Deus no mundo, espalhando a semente do Reino na política, no trabalho, na família, nos estudos, etc. Dessa forma muitos foram os cristãos que marcaram regimes políticos ao ponto de serem odiados e perseguidos, aqui na América Latina, por exemplo, foi marcante a atuação de católicos durante as Ditaduras Militares, como Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Santo Oscar Romero e muitos outros.


Cristo Rei


A festa de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Papa Pio XI, tendo como objetivo demonstrar o senhorio de Cristo sobre todos os povos. Ela encerra o calendário litúrgico num chamado à conversão e com a esperança da vinda do Senhor.


Cristo é Rei, mas de uma forma diferente, o uso da simbologia de coroa, cetro e trono são meios de usar nossa linguagem humana para compreensão de uma realidade mais profunda, mais complexa.


Ele mesmos nos ensinou que aquele que quiser liderar, deverá ser servo (Mt 20, 25-28), Ele comparou seu reino a uma semente que cresce aos poucos e ao fermento que leveda toda massa. Seu reino não vem de modo ostensivo, mas pacífico e restaura a vocação humana primordial à santidade e ao serviço da Criação


Sugestão de Dinâmica: Dividir em grupos e entregar fotos de regimes maldosos (nazismo, ditaduras, etc) que reflitam o reino humano pecaminoso junto com versículos que falem do Reino de Deus. Pedir que os grupos relacionem as imagens e os versículos e depois partilhem com o grupo suas impressões.

Depois, a dupla conduz a reflexão a respeito da diferença entre o Reino de Deus através da humanidade e o reino humano sem Deus.

Sugestão Bíblica: Lucas 18,16; Lucas 18,25; João 3,3; Mateus 5,3.

Sugestão de Músicas: Deixa Deus Dançar; Ecoar; Brilhe Tua Luz; Ser Cristão.


04.NOV A 10.NOV – ESTUDO – ENTENDENDO A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS E FINADOS


Objetivo

Conhecer e aprofundar sobre dois momentos importantes importante no Calendário Cristão: o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados.


Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados


No dia 01 de novembro é comemorado o Dia de Todos os Santos. A data é um momento importante no calendário Cristão, pois é um dia que homenageia os nossos exemplos de vivência com Jesus na caminhada. Essa comemoração foi criada no ano 609 pelo Papa Bonifácio IV, porém, só em 1475 o dia 01 de novembro foi estabelecido como Dia de Todos os Santos.


O dia 01 de novembro é um marco de homenagens não somente aos santos canonizados, aqueles que se encontram nos altares, mas também a todos que partiram e que acreditamos estar desfrutando da glória celeste, os santos anônimos. Além disso, o dia 1 de novembro também se tornou sinônimo de convite. Todos os dias somos todos convidados a Santidade, convidados a seguir o Modelo proposto por Jesus e ser exemplo desse modelo. E esse dia é um momento especial para reassumirmos a missão de buscar a Santidade.


Já no dia 2 de novembro, comemoramos o Dia de Finados, outra data tradicional no Calendário Cristão. Teve origem no século XIII para os Cristãos, neste dia celebramos e oramos por aqueles que já faleceram, visto que, para os Cristãos, a morte não é o fim da vida e sim a passagem para a vida eterna. A oração que marca esse tempo é justamente o Credo onde afirmamos "(...) creio na ressurreição da carne e na vida eterna (...)”. É um momento onde nós cristãos relembramos que precisamos estar preparados, viver na consciência de que o hoje, o agora, é quando devemos preparar nosso caminho de santificação.


É tradição também visitar os túmulos de entes que já se foram, acender velas e rezar pelas almas. São obras de misericórdia rezar pelas almas que padecem no purgatório e enterrar os mortos.


Sugestão de Dinâmica: Montar um esquema de palavras chaves no chão a medida que vai discorrendo sobre os temas. Mesclar entre o conteúdo músicas e momentos de partilha.

Sugestão Bíblica: 1Pedro 1, 15-16; 2 Coríntios 4, 16-18

Sugestão de Músicas : Apóstolos; Milhões; Valente; Grão de Trigo.


28.OUT A 03.NOV – ESTUDO – CIÊNCIA E FÉ: BIG BANG E EVOLUÇÃO


As duas asas da Verdade


O papa São João Paulo II escreveu um documento chamado “Fides et Ratio (Fé e Razão)”, no qual aponta que a Verdade é uma realidade concreta que pode ser observada através tanto da Razão como da Fé. Dessa forma, Fé e Razão não são realidades opostas e contrárias, mas realidades que se completam, por caminhos distintos, chegando no mesmo destino, isto é, a Verdade.


A narrativa de que a Igreja é contrária ao pensamento científico não é coerente com a história, recebendo o Catolicismo, muitas vezes, críticas que não lhe cabem. Enquanto em meados do século XIX e início do século XX surgia nos EUA o movimento Fundamentalista Evangélico, que visava reforçar a literalidade de todos os textos bíblicos, especialmente os referentes à Criação, a Igreja Católica acolhia o pensamento científico vigente, tendo o Papa Pio XII, na encíclica Humani Generis, defendido a possibilidade de um cristão ser evolucionista.


A Bíblia e a ciência


A verdade é que a Bíblia não é um manual de Biologia, Física, História e afins. O livro sagrado visa nos ensinar a respeito da Salvação, da história do Povo de Deus e do Reino dos Céus entre a humanidade, não havendo promessa de infalibilidade no que se relaciona às ciências em geral, mas em relação à doutrina e à moral.


Por essas razões, o texto bíblico traz algumas inconsistências científicas como afirmar que o sol parou (Js 10,12) ou que o ouro pode enferrujar (Tg 5,3). Isso não significa que a Bíblia não seja confiável, mas tão somente que ela é 100% confiável naquilo que se propõe a ser, isto é, Palavra de Deus.


Quando vamos procurar a cura do câncer, construir um prédio, julgar um processo ou extrair um dente não esperamos que a Bíblia seja a resposta. Mas quando queremos saber sobre o amor de Deus, sobre como devemos nos portar no mundo, sobre como refletir a luz de Deus, aí sim buscamos nas Escrituras um apoio perfeito e sem erros.


Tudo isso está pautado na realidade de que a verdade objetiva existe e que ela não se contradiz. Ou seja, cremos no Deus que é a própria Verdade e nada que vise uma maior e melhor compreensão da verdade pode ser contra Deus. A ciência é um presente divino para a Humanidade, um meio para alcançar a Verdade, ainda que incompleto, pois, Deus não pode ser colocado numa mesa de laboratório.


O Big Bang


Você sabia que o cientista que desenvolveu a teoria do Big Bang era um padre? O Pe. Georges Lemaître era um físico jesuíta e foi ele que desenvolveu a tese do Big Bang através de suas observações do espaço sideral. A teoria de Lemaître foi muito bem acolhida pela comunidade científica sendo, até hoje, uma das teorias mais confiáveis a respeito da origem do Universo.


A teoria do Big Bang não nega a Fé. Na verdade, ela foi importante no diálogo entre Fé e Ciência, porque, antes do Pe. Georges Lemaître provar que o Universo um dia passou a existir, o consenso científico preponderante era de que o Universo seria eterno, não tendo nenhum começo.


Ao provar que o Universo um dia passou a existir, Lemaître deu sustento científico à perspectiva cristã de que Deus criou tudo a partir do nada. O Universo não seria eterno e autossuficiente, mas criado por Deus.


Evolucionismo


O evolucionismo, conforme desenvolvido por Darwin, Wallace e outros pensadores, sempre teve grande disputa no pensamento cristão, por indicar que a Natureza não teria sido criada “pronta”, mas se desenvolvido em milhões de séculos de modo aparentemente aleatório.


Apesar de muitos acharem essa tese absolutamente contrária ao pensamento cristão, muitos cristãos foram e são evolucionistas e o Papa Pio XII declarou que acreditar nessa teoria não seria incompatível com a Fé Católica


Como conciliar?


É necessário conciliar a Fé e a Razão, dando a cada qual o seu papel e lugar. Para isto, a Igreja nos traz o limite da Doutrina. Como assim? É necessário que, no que se refere à origem do mundo, creiamos que Deus é a origem de tudo, que nada existiria sem Ele e que Ele criou tudo do absoluto nada, é também necessário acreditar que houve um casal originário, que a Bíblia chama de Adão e Eva, um casal que pecou e nos transmitiu o pecado original.


Seria o “haja luz” bíblico o equivalente ao “Big Bang”? Seriam Adão e Eva os primeiros homo sapiens após uma cadeia longa evolucionária? Talvez! Os questionamentos científicos são válidos e a Igreja não pretende os impedir. Fé e Ciência caminham juntas para o mesmo destino da Verdade


Palavras-chave: Fé; Ciência; Evolucionismo; Big Bang.

Sugestão de dinâmica: Introduzir o tema e trazer imagens/nomes de cientistas católicos, dividir em grupos para que estes discutam a respeito daquela figura e sua contribuição para a ciência para que depois partilhem juntos.

Sugestão de passagem: Gênesis 1.

Sugestão de músicas: Claridade; Essa Luz; Terra Molhada; Novo Tempo.


12.OUT A 27.OUT – TEMA LIVRE


14. OUT A 20.OUT - ORAÇÃO - A INTERCESSÃO DE MARIA ATRAVÉS DO ROSÁRIO


No século VIII, Monges Irlandeses recitavam os 150 Salmos e, como os leigos não sabiam ler, os monges ensinaram os fiéis a rezarem 150 Pai Nossos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave Marias, iniciando assim esta devoção.

Em muitas aparições de Maria Santíssima, como em Lourdes e em Fátima, ela pede, ensina e reza junto a oração do Santo Rosário, sempre insistindo para que as pessoas rezem o Rosário, revelando-o como um dos caminhos para se chegar a Jesus e a Salvação eterna. O Santo Rosário é também uma poderosa arma de intercessão, um meio certo de se obter graças através da Virgem Maria.


A palavra Rosário quer dizer um tanto de rosas, um buquê de rosas que se oferece a Nossa Senhora. Cada Ave Maria é uma rosa que oferecemos à Mãe, com carinho e esperança. Assim, quando rezamos o Santo Rosário completo, oferecemos um buquê de duzentas rosas a Nossa Senhora.


As 150 Ave-Marias foram divididas em grupos de 50 Ave-Marias, esses grupos chamamos de mistérios: Mistérios Gozosos (ou mistérios da alegria), os Mistérios Dolorosos (ou mistérios da dor) e os Mistérios Gloriosos (ou mistérios da glorificação de Jesus). Hoje em dia o rosário conta com 200 Ave-Marias, em razão da alteração feita pelo Papa São João Paulo II, por meio da carta apostólica, onde o Papa incentivou o acréscimo de mais um grupo de 50 Ave-Marias à oração do Rosário, chamado de “mistérios luminosos”.


Quando rezado separadamente, apenas um mistério (ou seja, 50 Ave-Marias) é conhecido como a oração do santo terço, que também é subdividida em grupos de 10 Ave-Marias, as dezenas. Cada fiel pode estabelecer, segundo as suas possibilidades, a forma como se encaixa melhor à sua vida: quem puder, pode rezar o santo Rosário todos os dias, e quem não possui essa disponibilidade, pode rezar um único mistério (terço) por dia. O mais importante é a fidelidade na oração diária, como um convite para estarmos mais próximos de nossa Mãe Maria e também do nosso Senhor.


Como rezar o rosário, seja ele, completo ou por mistérios:

1. Persignação ou sinal da Cruz:

2. Credo Apostólico: reza-se o Creio ou Credo Apostólico

3. Pai-nosso: reza-se um Pai-Nosso em honra a Santíssima Trindade

4. Ave-Maria: reza-se três Ave-Marias, em honra a Santíssima Trindade

5. Glória ao Pai: reza-se um Glória ao Pai

6. Cada mistério do Santo Rosário:


Em cada mistério, reza-se um Pai-nosso, dez Ave-Marias, um Glória ao Pai – meditando o mistério referente a cada dezena – e a jaculatória ensinada por Nossa Senhora aos três Pastorinhos de Fátima: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem. ”


Os Mistérios do Santo Rosário:


Mistérios da Alegria ou Gozosos (segundas-feiras e sábados):

1.º – O anúncio do Arcanjo São Gabriel a Virgem de Nazaré (cf. Lc 1, 26-38);

2.º – A visitação da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel (cf. Lc 1, 39-56);

3.º – O nascimento do Menino Jesus em Belém (cf. Lc 2, 1-21);

4.º – A apresentação do Menino Jesus no templo de Jerusalém (cf. Lc 2, 22-40);

5.º – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores da Lei (cf. Lc 2, 41-52).

Mistérios da Luz ou Luminosos (quintas-feiras):

1.º – O Batismo de Jesus Cristo no rio Jordão (cf. Mt 3, 13-17);

2.º – Revelação de Jesus nas bodas de Caná da Galileia (cf. Jo 2, 1-12);

3.º – O anúncio do Reino de Deus e convite à conversão (cf. Mc 1, 14-15);

4.º – A Transfiguração de Jesus Cristo no Monte Tabor (cf. Lc 9, 28-36);

5.º – A instituição da Eucaristia (cf. Lc 22, 14-20).

Mistérios da Dor ou Dolorosos (terças e sextas-feiras):

1.º – A agonia mortal de Jesus no Horto das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-46);

2.º – A impiedosa flagelação de Jesus Cristo (cf. Mt 27,26-31);

3.º – A coroação de espinhos do Filho de Deus (cf. Mt 27,29);

4.º – A subida dolorosa de Jesus Cristo ao monte Calvário (cf. Jo 19,17-24);

5.º – A crucificação e morte de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Jo 19,18-37).

Mistérios da Glória ou Gloriosos (quartas-feiras e domingos):

1.º – A ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Jo 20, 1-18);

2.º – A ascensão de Jesus Cristo aos Céus (cf. Lc 24, 50-53);

3.º – A vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos no Cenáculo em Jerusalém (cf. At 2, 1-13);

4.º – A assunção de Nossa Senhora ao Reino dos Céus (cf. Sl 44, 11-18);

5.º – Coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra (cf. Ap 12 ,1-4).


7. Orações finais:

· Agradecimento

· Salve-Rainha


Sugestão de Condução: Introduzir sobre o Santo Rosário e, logo após, rezar juntos. Para tanto, pode ser solicitado que os alpinistas levem o terço ou o Rosário.

Dica criativa: enquanto rezarem juntos, podem ir construindo um grande Rosário – EX: com continhas de missanga ou forminhas, onde a cada oração representa uma continha e, por fim, será construído um Rosário (Para tanto, será necessário também um crucifixo)

Palavras Chaves: Rosário; Nossa Senhora; Terço; Ave Maria.


07.OUT A 13.OUT – ESTUDO – SOMOS TODOS CUIDADORES DA CASA COMUM


Quantas vezes já ouvimos falar sobre a importância de cuidarmos da flora e da fauna? Em quantos ambientes já fomos convidados a nos atentarmos para os impactos globais que a humanidade vem causando? E em relação às consequências desses impactos nas vidas dos mais marginalizados economicamente, como em enchentes e queimadas?


Quantas vezes, de fato, mudamos nossas rotinas para transformar essa realidade?


Através da encíclica Laudato Si, o papa Francisco nos convida a uma imersão sobre o que está acontecendo na nossa casa comum, observando tanto a criação de Deus quanto os impactos das ações humanas para então conhecermos uma ecologia integral. Isso envolve não apenas a proteção do meio ambiente, mas também a justiça social. Cuidar da "casa comum" significa, também, cuidar das pessoas mais vulneráveis, que frequentemente sofrem mais com os impactos das mudanças climáticas e da degradação ambiental.


Quais tipos de ações podemos tomar para mudar esta realidade de degradação e irmos além das palavras?


A encíclica nos ensina que a crise ambiental é também uma crise moral e espiritual. Ela destaca que nossa fé e nossa relação com Deus estão intrinsecamente ligadas à nossa relação com a criação. Somos chamados a reconhecer que tudo na Terra está interligado, e nossas ações têm impacto em tudo o que nos rodeia.


É necessário encararmos a realidade que nos cerca e entendermos o que podemos fazer a partir dela. Nas palavras de Lorna Gold, a presidente do movimento Laudato Si', "Uma vez que conhecemos, NÃO CONSEGUIMOS MAIS ignorar". Isso nos lembra que, uma vez conscientes dos desafios ambientais que enfrentamos, não podemos mais fingir que não existem. Somos chamados a agir!


Como podemos trazer os princípios da "Laudato Si" em nossas vidas diárias?


Ao refletir sobre o chamado à ação presente na encíclica, somos convidados a uma profunda transformação pessoal e social; repensar nossos estilos de vida, nossos valores e nossas prioridades. Que sejamos inspirados a agir como verdadeiros cuidadores da "casa comum" e a compartilhar essa mensagem de responsabilidade!


Palavras-chave: Criação; Ecologia; Laudato Si; Casa comum.

Sugestão de links:

- Trailer de "The Letter": https://youtu.be/l3EBHebH17Y (filme completo também no youtube)

Sugestão de músicas: Enquanto há Deus há missão; Terra molhada; Transformação.


30.SET A 06.OUT – COMPORTAMENTO – MÊS DAS MISSÕES: INTERCESSÃO E AÇÃO


Outubro é o mês das missões, trazendo como tema de 2023 “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho”, portanto, devemos nos voltar para Deus e refletir enquanto cristãos sobre a necessidade de sermos verdadeiros missionários, tanto no sentido literal partindo para um outro local e vivendo uma vida a serviço da igreja (para os que são vocacionados a isso), quanto no sentido do cotidiano, do simples e ordinário, nos reconhecendo enquanto missionários que se colocam a serviço para fazer a diferença num mundo tão injusto.


Santa Teresinha padroeira das missões


Temos a dádiva de realizar essa reflexão mensal ao lado de uma grande doutora da Igreja, nomeada padroeira das missões, Santa Teresinha do Menino Jesus. Peçamos a ela, portanto que nos ilumine durante nossa reflexão neste mês e que possamos fazer de sua vida um exemplo para nossa própria trajetória missionária.


Santa Teresinha, através da descoberta da pequena via, nos revela que devemos sempre nos fazer cada vez menores para melhor servir, e que assim, certamente seremos melhores missionários. Em todos os sacrifícios realizados ao longo de sua vida, a santinha oferecia sempre a Deus em favor da salvação das almas e na intenção da missão da Igreja. Por isso, ela é justamente a padroeira da Missão, pois aprendeu a desenvolver uma relação de profunda intimidade com Cristo através do servir com amor.


Inspirarmos na vida de Santa Teresinha é um privilégio concedido pela Igreja para que vejamos o quanto é atual e urgente a nossa missão, principalmente enquanto jovens. O pedido urgente do Papa Francisco para que tomemos nossa posição de missionários inicia-se na comprovação real de que a vida missionária é atual, conforme declara “Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor; nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa; nos doentes; nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é, muitas vezes, a santidade ‘ao pé da porta’, daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus” (GE, 7)


O cristão e o ardor missionário


Devemos nos perguntar, portanto:


1. Como tenho me portado nas circunstâncias do meu cotidiano?

2. Se pedissem para que pessoas que convivem comigo me descrevessem, será que elas me apontariam como alguém parecido com Jesus?

3. Tenho tido como meta apresentar Jesus através das minhas ações?

4. Tenho reconhecido minha missão dentro da Igreja? E trabalhado em prol do outro e não de mim?

5. Fora dos muros da Igreja, ainda me faço cristão?


Ser missionário, especialmente no contexto dos leigos, envolve justamente apresentar Jesus ao mundo de uma forma autêntica e livre de amarras, mas, para isso, necessitamos primeiro reconhecermos nossa missão e a coletividade dela. Juntos, somos a Igreja com i maiúsculo e formamos o corpo místico de Cristo, que nos fez missionários ainda que humanos, assim como o próprio.


Devemos saber nos questionar e possibilitar a reflexão da efetividade da nossa missão enquanto jovem, grupo, movimento, católico, e cristão em meio a uma Igreja que mesmo tão grande, clama cada dia mais por operário em sua messe.


Que possamos ser sempre Chicos e Teresinhas desse Jesus, mas encontrando nossa missão de forma única e especial.



Palavras-chave: Missão; Ação; Vocação; Cristãos.

Sugestão de passagem: Mt 5,13 - Sal da Terra e Luz do mundo

Sugestão de músicas: Todo dia eu agradeço; Enquanto há Deus há missão; Braço Forte.


23.SET A 29.SET – ORAÇÃO – MARIA MADALENA E A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO


Continuando as reflexões acerca da Bíblia, hoje somos convidados a rezar através da personagem bíblica Maria Madalena. Embora comumente Maria Madalena seja confundida com a mulher considerada adúltera, que ia ser apedrejada e que Jesus salvou (Jo 8, 1-11) ou com a mulher que ungiu os pés e a cabeça de Jesus (Lc 7,36-50 e Jo12,1-8), é importante ter em mente que não há nos textos uma identificação dessas mulheres como sendo Maria Madalena.


O que se pode afirmar através dos textos bíblicos é que Jesus a curou ao expulsar sete demônios dela, para o contexto da época pessoas possuídas pelo demônio eram pessoas pecadoras, pois acreditavam que o pecado era a porta de entrada dos demônios, sendo assim, Maria Madalena era considerada uma grande pecadora, mas após seu contato com Jesus de coração aberto e uma sincera conversão, ela passa a ajudar os discípulos enquanto estes pregavam o evangelho (Lucas 8:1-3), bem como foi uma das primeiras a receber a notícia da ressurreição quando um anjo falou às mulheres perto do túmulo aberto (Mateus 28:5-6) e anunciou a boa notícia aos discípulos (Lucas 24:9-10), tendo sido também uma das primeiras pessoas a ver Jesus depois da ressurreição (Mateus 28:8-10; João 20:13-18).


Jesus que nos ensina a ter misericórdia tantas vezes, nos convida a refletir através da vida de Maria Madalena. Temos perdoado e dado oportunidade às pessoas que nos rodeiam? Como está a nossa relação com Jesus? Temos permitido que a misericórdia de Deus nos atinja assim como fez Maria Madalena? Como temos vivido o sacramento da confissão? Após o perdão temos agido como pessoas livres e dispostas a servir?


Papa Francisco instituiu o dia 22 de julho para a igreja celebrar a Festa de Santa Maria Madalena, "que é testemunha de Cristo Ressuscitado e anuncia a mensagem da ressurreição do Senhor, como os outros apóstolos. Por isso, é mais apropriado que a celebração litúrgica desta mulher tenha o mesmo grau de festa que as celebrações dos apóstolos no Calendário Romano Geral, revelando a especial missão desta mulher, que é exemplo e modelo para cada mulher na Igreja" (Papa Francisco).


Sugestão de dinâmica: Refletir acerca das passagens bíblicas e rezar através das músicas.

Palavras-chave: Maria Madalena; Pecado; Perdão; Serviço.

Sugestão de músicas: Dino; Farol de Deus; Perdão; Perdoa-me.



06.SET A 22.SET – TEMA LIVRE


09.SET A 15.SET – COMPORTAMENTO – PARÁBOLAS: A DIDÁTICA DE CRISTO


As Parábolas de Cristo são narrativas alegóricas ou simbólicas que Jesus utilizava para ensinar importantes lições espirituais e morais ao público durante o seu ministério. Essas histórias são encontradas nos evangelhos do Novo Testamento da Bíblia e refletem profundas verdades espirituais.


Uma das razões pelas quais Jesus usava essa didática estava relacionada à eficácia em transmitir conceitos complexos de maneira acessível e memorável. As parábolas envolviam situações cotidianas e personagens com os quais o povo da época estava familiarizado, tornando-as relevantes e fáceis de compreender. Ao empregar elementos familiares, como semeadura, colheita, pastores e pescadores, Jesus se conectava ao público, capturando sua atenção e facilitando a reflexão sobre os ensinamentos espirituais.


Outro motivo para usar parábolas era provocar uma reflexão mais profunda nos ouvintes. Essas histórias frequentemente continham significados ocultos, requerendo que as pessoas pensassem além do óbvio e buscassem um entendimento mais profundo. Dessa forma, Jesus estimulava o pensamento crítico e a busca pela verdade espiritual.


As parábolas também eram uma forma de apresentar verdades universais e atemporais, permitindo que suas lições atravessassem gerações e culturas. Ao abordar questões humanas comuns, como amor, perdão, misericórdia e justiça, as parábolas de Cristo ofereciam orientação moral duradoura e aplicável a todos.


Sugestão de dinâmica: Dividir as pessoas em grupos, entregar uma das passagens abaixo e refletir o que Jesus quer no falar através dela.


1. Parábola do Semeador - Mateus 13:1-9, Marcos 4:1-9, Lucas 8:4-8

2. Parábola do Filho Pródigo - Lucas 15:11-32

3. Parábola do Bom Samaritano - Lucas 10:25-37

4. Parábola do Rico Insensato - Lucas 12:13-21

5. Parábola do Fariseu e do Publicano - Lucas 18:9-14

6. Parábola do Servo Implacável - Mateus 18:21-35

7. Parábola das Dez Virgens - Mateus 25:1-13

8. Parábola dos Talentos - Mateus 25:14-30

9. Parábola do Bom Pastor - João 10:1-18

10. Parábola do Fermento - Mateus 13:33, Lucas 13:20-21

11. Parábola do Tesouro Escondido - Mateus 13:44

12.Parábola da Pérola de Grande Valor - Mateus 13:45-46

13. Parábola do Credor Incompassivo - Mateus 18:23-35

14. Parábola do Administrador Infiel - Lucas 16:1-13

15. Parábola do Fariseu e do Publicano na Oração - Lucas 18:9-14

16. Parábola dos Operários da Vinha - Mateus 20:1-16

17. Parábola dos Dois Filhos - Mateus 21:28-32

18. Parábola do Credor Misericordioso - Lucas 7:41-43

19. Parábola do Juízo Final (Parábola das Ovelhas e dos Bodes) - Mateus 25:31-


Palavras-chave: Parábolas; Oração; Ação; Ensinamentos.

Sugestão de músicas: Grão de trigo; Tempo de Escutar; Semear a palavra.


02 A 08. SET - ESTUDO - PALAVRA DE DEUS : O GPS DO CRISTÃO. O QUE É A BÍBLIA?


A maioria das religiões possuem textos considerados sagrados através dos quais guiam suas doutrinas e práticas. O Cristianismo tem enquanto livro sagrado a Bíblia, termo que vem do grego biblion e significa, simplesmente, pergaminho ou livro.


A Bíblia se trata de uma verdadeira biblioteca e um conjunto de livros considerados sagrados por grupos religiosos. A Bíblia é diferente para os cristãos católicos, ortodoxos protestantes e judeus e o que lhe diferencia é o que chamamos de “cânon” ou “cânone”.


Essa palavra vem do grego e significa “régua”. Ou seja, é um limite dado que determina quais livros são sagrados ou não. Esse limite não é aleatório, mas é dado pela comunidade de fé. Por isso a Bíblia varia a partir das distintas comunidades de fé.


Por essa razão é muito importante entender que a fé é uma realidade comunitária! Ninguém existe sozinho com sua Bíblia, pois, a própria Bíblia advém de uma experiência comunitária. São Paulo ensina que é a própria Igreja que é o fundamento da Verdade:


Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.


I Timóteo 3,15


O mesmo apóstolo também ensina que nós devemos nos atentar não somente ao que está escrito, mas também à tradição oral: Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.


II Tessalonicenses 2,15


Dessa forma, a Bíblia só existe porque há uma comunidade de fé, a Igreja. Nossa fé está firmada num tripé confiável e sólido: Escrituras (Bíblia), Tradição e Magistério. Foi a Pedro e aos apóstolos que Jesus disse que entregava as chaves do Reino, eles são capazes de abrir e fechar, são inspirados pelo Espírito Santo para nos ensinar. Não é qualquer pessoa que pode dizer “esses livros são sagrados, aqueles, não”, mas apenas os sucessores dos apóstolos (os bispos) em comunhão com o sucessor de Pedro (o papa). Por isso acreditamos que o cânone católico, a nossa Bíblia, é verdadeira e confiável Palavra de Deus.


Importante também distinguir as escrituras cristãs de outros tipos de escrituras. A Bíblia é Palavra de Deus puramente por analogia, por se tratar da revelação a respeito de Jesus. É Jesus a verdadeira Palavra de Deus. A Bíblia não foi psicografada, como os textos espíritas, e também não foi narrada letra por letra por Deus, como o Alcorão dos muçulmanos. A Bíblia foi inspirada. Ela traz características sociais e culturais de seus autores, traz aparentes contradições e textos que, por vezes, podem nos parecer assustadores e estranhos.


Por isso é que a interpretação bíblica precisa estar no meio da comunidade! Usando a Bíblia interpretada de modo isolado e individualista muitos fizeram coisas horríveis em nome de Deus, inclusive matar! Precisamos ter o cuidado de entender que versículos soltos podem ser enganosos e que a verdadeira interpretação pode ser mais complexa do que à primeira vista possa parecer. Sempre devemos ler a Bíblia em conjunto com o entendimento da Igreja e, quando tivermos dúvidas, podemos consultar o Catecismo da Igreja.


Antigo ou Primeiro Testamento


A Bíblia cristã é dividida dois grandes blocos relacionados ao marco da vinda de Jesus. Antes de Cristo, há o que chamamos comumente de Antigo Testamento, que fala a respeito da história do povo de Israel, os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó. Jesus descendeu desse povo e por isso eles são tão importantes, Deus prometeu a eles que lhes enviaria um Salvador que traria luz a todos os povos.


No entanto, quando veio Jesus, nem todos acreditaram. Por isso, os judeus atualmente possuem essas escrituras sagradas de um modo diferente do nosso, eles acreditam que Jesus foi apenas um judeu comum, e não o Messias, então desconsideram o Novo Testamento. O povo judeu sofreu muito preconceito em países cristãos por ter rejeitado Jesus, sendo o ápice dessa perseguição o holocausto nazista. Em respeito a eles, vem surgindo uma tradição entre os teólogos em chamar o Antigo Testamento de “primeiro” para não desmerecer enquanto algo ultrapassado, respeitando mais o povo de onde nos veio Jesus, Maria, os apóstolos e a própria Bíblia.


Testamento significa “aliança”. A Bíblia fala da primeira aliança de Deus através da família de Abraão e seus descendentes carnais, físicos e da Nova Aliança através de Jesus e seus seguidores. O próprio Primeiro Testamento anuncia a vinda do Novo:


Dias hão de vir - oráculo do Senhor - em que firmarei nova aliança com as casas de Israel e de Judá. Eis a aliança que, então, farei com a casa de Israel - oráculo do Senhor: Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo. Jeremias 31, 31;33.


O Primeiro Testamento é diferente entre judeus, católicos, ortodoxos e protestantes, podem haver mais ou menos livros, a depender da tradição daquela comunidade. Para nós, católicos, são 46 livros divididos da seguinte forma:


Pentateuco (ou Torá, Lei de Moisés): Gênesis, Êxodo, Levítico e Números.

São os livros da Lei. Contam a origem do povo hebreu e a revelação de Deus a Moisés com os 10 mandamentos e toda a Lei judaica. É uma mistura de narrativas e legislações.


Livros históricos: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester e I e II Macabeus.

Contam o desenvolvimento da história do Povo de Deus ao chegar na Terra Prometida, falam da misericórdia de Deus, da promessa da vinda do Messias (Jesus), dos pecados do povo com seus erros e acertos.


Livros Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (ou Coélet), Cântico dos Cânticos (ou Cantares), Sabedoria de Salomão e Eclesiástico (ou Sirácida).

Esses livros são poéticos, filosóficos e profundos. Trazem poesias, questionamentos, orações, conselhos, etc. É a expressão da sabedoria popular inspirada pela sabedoria divina. São muito utilizados na liturgia, especialmente o livro de Salmos.


Livros Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

São livros relacionados à profecia. Homens e mulheres levantados por Deus para denunciar os pecados de injustiça de seu povo e anunciar a vinda de um Reino bom, de uma era de Justiça através da vinda do Messias. O livro de Isaías é muito lido no período do Advento por trazer muitas promessas da vinda de Jesus.


O Primeiro Testamento precisa ser desmistificado entre nós. Não se trata de uma versão pior e violenta de Deus. Deus é imutável. O Deus que se revelou a Moisés é o mesmo Deus que se revelou em Jesus! A realidade sócio-cultural da época era muito diferente da nossa, são livros muito antigos! Mas a misericórdia, a compaixão e o perdão estão estampados em todos os livros.

O próprio Jesus ensinava usando o Primeiro Testamento e ler esses livros é um modo de aprendermos mais sobre Jesus. Observe que, na Missa, a 1ª leitura costuma ser um texto do Primeiro Testamento. Não devemos ter medo de sua leitura.


Novo ou Segundo Testamento


Jesus é o centro de nossa fé. Ele foi anunciado através do Primeiro Testamento e sua vinda é concretizada no Segundo. Esses textos vieram da comunidade cristã, a comunidade que cria que Jesus era o Messias prometido por Deus desde Abraão. Tudo mudou a partir dele, surge uma nova forma de se relacionar com Deus porque o Reino dos Céus prometido aos judeus chegou através de Jesus de Nazaré.


O Novo Testamento é mais curto, possui apenas 27 livros, e foi escrito num período de tempo muito menor e por uma quantidade pequena de pessoas. Enquanto o Primeiro perpassa séculos de tradição oral, inúmeros escritores e tradições, o Novo é escrito num decorrer de poucas décadas pelos apóstolos de Jesus e seus discípulos.

Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João

São os livros que falam da história de vida de Jesus. Seu nascimento, seus milagres, fazem inúmeras referências aos textos do Primeiro Testamento que anunciam Jesus e contam de como sua morte e Ressurreição trouxeram o cumprimento das promessas de Deus a seu povo.


Histórico: Atos dos Apóstolos

Esse livro fala da formação da Igreja. Seus primeiros líderes, primeiro concílio, pregações dos apóstolos, perseguições e martírios. Começa com a Ascensão de Jesus e fala desse novo povo de Deus, a Igreja formada não mais através do sangue, por se nascer judeu, mas através da fé e do batismo.


Epístolas (cartas) Paulinas: Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filemom e Hebreus (há controvérsia a respeito do autor dessa carta, mas, tradicionalmente, se atribui a Paulo).

São cartas escritas pelo apóstolo Paulo (ou alguns de seus discípulos próximos, replicando seus ensinamentos) para as comunidades que ele fundou. Compõem a maior parte do Novo Testamento.


Epístolas (cartas) católicas:Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João, Judas.

Diferente das cartas de Paulo, essas não foram escritas para um grupo específico, mas para toda a Igreja, por isso são chamadas “católicas”.


Profético: Apocalipse de São João

Um livro profundo, complexo e cheio de simbolismo. Fala da vitória da Igreja por cima das perseguições, da segunda vinda de Jesus e da restauração do mundo inteiro.


A Bíblia na vida da Igreja e do cristão

A Bíblia deve fazer parte do nosso dia a dia, para além de leituras esporádicas ou da própria leitura da liturgia diária. Devemos ter nossa própria Bíblia, saber manuseá-la, orar com ela, orar através dela!


A própria Missa separa um bloco inteiro de sua liturgia para a Palavra, chamado “Liturgia da Palavra”, momento no qual temos contato com inúmeros textos bíblicos.


Sugestão de dinâmica: Sortear livros bíblicos curtos para incentivar que cada um que o sortear faça a leitura do mesmo durante o mês da Bíblia. Sugestão de livros para o sorteio:

- Efésios

- Gálatas

- Rute

- Jonas

- Tiago

- I Carta de João

- Ester

- I Carta de Pedro


Sugestão de música: Tempo de Escutar, Tua Palavra, Essa Luz.


26.AGO A 01.SET – COMPORTAMENTO – O JOVEM E SEUS RELACIONAMENTOS: O DESAFIO DE SE POSICIONAR NO MUNDO


São visíveis os desafios que enfrentamos, enquanto jovens, no mundo. Novos aprendizados a cada dia, escolhas e responsabilidades que antes não nos eram dadas. Os relacionamentos que na infância pareciam se limitar à família, amigos e escola, agora começam a entrar no âmbito profissional, amoroso, religioso, entre tantos outros... Somos convidados e convocados a todo instante a formar comunidade, a nos posicionarmos e a agir.


Será que as inseguranças que sentimos só são nossas? Será que nossas escolhas do hoje vão mudar nossa vida para sempre e não são reversíveis? Será que não podemos errar? Em nossa relação com o mundo costumamos colocar expectativas irreais, e nessas constantes expectativas e buscas pela “felicidade”, adquirimos frustrações. Dar conta de acompanhar um mundo fluido que sempre espera muito de nós é cansativo! Por outro lado, viver como se não houvesse amanhã é no mínimo inconsequente. E é na dinâmica da vida, em uma linha muitas vezes tênue, que Deus nos dar a oportunidade de amadurecer.


É evidente a importância da relação de Deus com a juventude, é descobrindo que temos um Jesus amigo, que podemos tornar tudo mais leve. Quando temos um encontro com Ele, não queremos somente que essa experiência fique dentro de nosso coração, mas que passe para todos à nossa volta e preencha nossa vida. Conseguimos sair de nós, de nosso mundo, entendemos que nossos desafios e dores não são tudo, e queremos ser também Cristo para o outro.


A juventude é um período que buscamos encontrar nossa missão na sociedade, na igreja e no mundo. Precisamos olhar para dentro e saber que vivemos segundo a graça de Deus, e que só saberemos nossa verdadeira missão e vocação a partir d’Ele.


“Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.” (João 16:33)


Sugestão de dinâmica: Momento de partilha sobre as descobertas, decisões, desafios e posicionamentos que enfrentou e enfrenta no mundo. Como Deus está presente em nossa vida? Ele é o topo de nossa cruz?


Palavras-chave: Juventude; Relacionamentos; Desafios.

Sugestão de leitura: Provérbios 1:1-4; João 16:33.

Sugestão de música: Transformação; Terra Molhada.


19.AGO A 25.AGO – TEMA LIVRE


12.AGO A 18.AGO – ORAÇÃO – ORAÇÃO PELA MÚSICA


Como nós já sabemos, existem diversas formas de orar, de nos comunicar e entrar em sintonia com Deus, mas dentro do nosso movimento, costumamos orar bastante através das artes, principalmente através da música.


A arte estrutura um grande vínculo entre o homem e o mundo e que, através do modo como o homem a executa e se inspira, transcende o próprio homem e fala por si só. Essa transcendência é também uma forma de contato com Deus. Como em pentecostes, na arte Deus nos conduz a refletir sob perspectivas diferentes de uma mesma letra, dança ou pintura. Ele vê e dialoga com cada um de maneiras diferentes.


Em especial, a música exerce um papel importantíssimo na nossa vida. Como arte, ela estabelece um ambiente criativo, integrativo e comunicativo. Ela é história, ela é cultura, ela é política, ela é sentimento e ela é oração. Com a música é possível democratizar essa oração, potencializar o evangelho e também aprofundar a conexão com Deus.


A música, na rotina de oração, nos sensibiliza e nos ajuda a silenciar o nosso interior, facilitando ainda mais essa conexão e, aos poucos, desmistifica o sentido da oração como algo que perpassa nossas vidas, deixando de ser 'momento' e passando a ser 'clima', permanência.


Mas, é importante recordar: não é só através da música que as artes se fazem presentes em nossas orações, a dança, o teatro, a literatura e a pintura, por exemplo, também podem incrementar nossas conversas com Deus, tudo depende do propósito e da intenção que estamos colocando ao realizar alguma dessas ações artísticas.


Além da arte nos ajudar a orar, através dela é possível colocar nossos dons artísticos a serviço, como cantando na missa, participando de vias sacras, apresentações da igreja, etc. Tudo isso é uma forma de levar Cristo ao outro, a cada coreografia, pintura, verso e música, estamos comunicando Deus ao mundo.


Sugestão de prática: Incentivar os presentes a viverem um momento de oração através das músicas.


Palavras-chave: Oração; Música; Arte; Conexão; Evangelização.

Sugestão de leitura: Salmos 149, 2-3; Salmos 96,1-2; Êxodo 15, 20-21 .

Sugestão de link: opa.art.br


05.AGO A 11.AGO – ESTUDO – ANO VOCACIONAL: CORAÇÕES ARDENTES, PÉS A CAMINHO


Entre os dias 20 de novembro de 2022 e 26 de novembro de 2023, somos convidados a refletir e nos aprofundarmos no tema “Vocação: Graça e Missão”. Este tem por objetivo “promover a cultura vocacional nas comunidades eclesiais, nas famílias e na sociedade, para que sejam ambientes favoráveis ao despertar de todas as vocações, como graça e missão, a serviço do reino de Deus”.


O ano vocacional também vem acompanhado do lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. LC 24, 32-33), que nos recorda os discípulos de Emaús. Enquanto a GRAÇA faz o CORAÇÃO ARDER, a MISSÃO faz com que os PÉS ESTEJAM A CAMINHO, sempre em movimento. É importante frisar que, entre o coração que arde ao escutar a Palavra do Ressuscitado e os pés que se colocam a caminho para anunciar o encontro com Cristo, temos a parada, o sentar-se à mesa, o pão repartido, a partilha, a comunhão, um gesto fundamental que faz os olhos se abrirem.


Jesus Cristo oferece a todos, através do Espírito Santo, luz e força que fazem arder os corações para que a humanidade viva com generosidade e possa “responder à sua suprema vocação”.


Em Marcos 3, 13, Jesus “subiu à montanha”, avisando que algo importante iria acontecer, em seguida Ele “chamou os que ele mesmo quis” e estes “foram até ele”. Chamado e resposta. Desta forma, o mistério do chamado de Deus unido ao ministério da acolhida humana se revela. A voz divina, assim, encontra corações onde pode ecoar, na comunidade e no mundo. Jesus chama. Para seguir a Jesus não é preciso méritos, estudos, instituições de família, muito menos de riquezas, basta aceitarmos esta ação amorosa de Deus de nos convidar a segui-lo.


No mês de Agosto, de forma especial, somos convidados a conhecermos e celebrarmos as quatro vocações instituídas pela igreja católica: sacerdócio, matrimônio, consagração e leigas.


No primeiro domingo somos convidados a comemorarmos a vocação Sacerdotal. O sacerdote age em nome de Cristo e é seu representante dentro de sua comunidade. Ao padre compete ser pastor e pai espiritual para todos sob sua responsabilidade.


No segundo domingo celebramos a vocação matrimonial, o mesmo domingo em que celebramos, nacionalmente, o dia dos pais, desta forma, celebramos a família.


No terceiro domingo comemoramos a vocação da vida consagrada. Homens e mulheres que consagraram suas vidas a Deus e ao próximo. Desta vocação brotam carismas e atuações que enriquecem nossas comunidades com pessoas que buscam viver verdadeiramente seus votos de castidade, obediência e pobreza. São testemunhos vivos do Evangelho.


Já no último domingo do mês, celebramos as vocações leigas. Ser leigo atuante é ter consciência do chamado de Deus a participar ativamente da Igreja e do Reino contribuindo para a caminhada e o crescimento das comunidades rumo a Pátria Celeste. Assumir esta vocação é doar-se pelo Evangelho e estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.


Palavras-chave: Vocação; Sacerdócio; Matrimônio; Leigo; Vida Consagrada; Graça; Missão; Caminho.

Sugestão de passagem: Lc 24, 13-35.

Sugestão de leitura: Manual da CNBB “Vocação: Graça e Missão”

Sugestões de músicas: Geração; Projeto Absurdo; Ouvi Deus; Vocação; Todos os Sinais; Deus Me Dê Sabedoria.


29.JUL A 04.AGO – COMPORTAMENTO – SER PURO SEM SER PURITANO


Nossa jornada de fé, enquanto jovens, nos leva a descobrir como podemos viver uma vida pura, em conformidade com os princípios da nossa Igreja, sem perder a autenticidade e a alegria da juventude.


Em nossa sociedade contemporânea, o conceito de pureza pode parecer antiquado ou até mesmo repressivo. No entanto, dentro dos princípios da nossa Igreja, descobrimos que a pureza não é uma restrição, mas sim um presente valioso que Deus nos oferece.


Jesus mesmo nos convida a viver uma vida de pureza, como mencionado em Mateus 5:8 no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os puros no coração, pois eles verão a Deus”. Ser puro de coração é enxergar Deus na simplicidade da vida, é ter um coração descomplicado para amar. Maria, nossa mãe, nos ensina com sua vida a virtude da pureza.


No entanto, é preciso entender que ser puro não significa ser puritano. E que na verdade, são coisas bem distintas. Ser puritano é adotar uma postura de extremismo, que restringe a vivência plena da nossa humanidade e impõe julgamentos inflexíveis aos outros. A pureza verdadeira se revela na capacidade de amar, acolher e perdoar, sem comprometer os princípios morais e éticos que alicerçam nossa fé.


Ser puro sem ser puritano também significa construir relacionamentos saudáveis e respeitosos. Em um mundo que muitas vezes nos incita a seguir padrões superficiais, sendo puros, valorizamos a amizade, o namoro sadio e o cultivo de vínculos que nos ajudem a crescer em nosso caminho de fé.


Além disso, ser puro também é cultivar uma mentalidade positiva. Nossa fé nos encoraja a enxergar a beleza da vida, a valorizar a alegria genuína e a encontrar propósito em todas as circunstâncias. Não devemos nos deixar levar pelo pessimismo e pelo desânimo, mas sim inspirar-nos na esperança que alicerça nossa crença. Vamos contagiar o mundo com nossa alegria de viver e mostrar que a pureza é um caminho de felicidade duradoura.


Entender que ser puro sem ser puritano é um desafio empolgante e transformador, pode transformar a vida de qualquer jovem. Podemos viver uma juventude vibrante, cheia de sonhos e realizações, sem comprometer nossa essência cristã. Nossa Igreja nos convida a abraçar a pureza como um presente valioso, podemos ser testemunhas autênticas do amor de Deus em nossa geração.


Palavras-chave: Pureza; Puritano; Geração; Jovens.

Sugestões de músicas: Geração; Somos nós; Todo dia eu agradeço; Ser Alpinista. Ecoar.

22.JUL A 28.JUL – ORAÇÃO – SANTÍSSIMA TRINDADE, O MISTÉRIO DE AMOR DO PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO


Deus é amor!


Na Bíblia, muitos atributos são utilizados para descrever o Divino, talvez o mais corajoso de todos seja o trazido por São João:


Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. (I São João 4,7-8)


No original grego, em “amor”, lê-se “agapê”, definido nos dicionários como amor fraterno, traduzido em nossas bíblias muitas vezes como “caridade”. Ou seja, não se trata de um amor apaixonado, passageiro, emocionado, mas de um amor permanente, que não é interesseiro. Independente de ações que façam merecer, independente de beleza, virtudes ou poder. Um amor infinito e gratuito.


O amor, no entanto, possui uma dinâmica de diversidade, considerando que não se ama sozinho, mas se ama algo ou alguém. Dessa forma, dizer que “Deus é amor” é a chave para entender a Trindade, pois, tendo em vista que Deus é eterno e imutável, não é possível que Ele apenas tenha se tornado amor após criar o universo, Ele é amor desde toda eternidade, o que demonstra que Deus não é uma única pessoa, há pluralidade em Deus, pois sempre se ama algo ou alguém.


A Igreja ensina que há três pessoas em Deus que são uma única essência, um único Deus. Pai, Filho e Espírito. Aquele que ama, aquele que é amado e o próprio amor, uma dinâmica eterna de caridade e fraternidade. O Pai ama o Filho através do Espírito. Essa dinâmica é vivida na Trindade para sempre e sempre, como diz a oração “como era no princípio, agora e sempre”. Do Pai ao Filho, do Filho ao Pai, na unidade do Espírito.


Quando somos batizados, recebemos o Espírito Santo e, devido à encarnação de Deus Filho, o próprio Jesus, que assumiu nossa Humanidade, nos tornamos capazes de amar também.


Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! (Romanos 8, 15)


Ou seja, por causa do Espírito Santo, também podemos amar a Deus e ao próximo, da mesma forma que funciona na Trindade. Um amor sem segundas intenções, profundo e fraterno. Um amor que não usa o outro, que não é violento, que é eterno e imutável.


Como isso influencia minha vida?


A palavra “cristão” significa “outro Cristo”, ou seja, sendo cristãos temos a missão de ser como o próprio Jesus, tanto em relação a Deus, como em relação ao próximo e à natureza. Se Deus é amor, o amor deve fazer parte da nossa identidade, do DNA de nossa alma. É apenas através da vida de oração que podemos alcançar isso.


Os amigos com quem mais nos comunicamos, a quem mais vemos no dia a dia, são aqueles com os quais nos tornamos parecidos. Começamos a falar suas gírias, a provar suas comidas favoritas, conhecer seus lugares de preferência, etc. É assim que deve funcionar com Deus. Jesus nos chama a sermos seus amigos íntimos:


Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.

(João 15,15)


A oração é a contemplação da Trindade, e se a Trindade é amor, quando mais olharmos para Ela, mais nos tornaremos parecidos com Deus. O amor de Deus é tão profundo e, ao mesmo tempo, tão altruísta que o Pai envia o próprio Filho, seu amado de toda eternidade, para sofrer e morrer por nós, que traímos o próprio Deus.


Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.

(Romanos 5:8)


Sendo assim, que possamos refletir:


1. Nas minhas relações (amigos, namoros, família, colega), pratico a dinâmica de amor da Trindade ou do egoísmo?

2. Sei amar a ponto de abrir mão, como fez o Pai ao entregar Jesus por nós?

3. A oração faz parte da minha vida como a contemplação de Deus, ou como palavras aleatórias em momentos pontuais do dia?


Sugestão de dinâmica: Pedir que cada um dê um testemunho breve a respeito de sua vida de oração, se se relaciona com Deus enquanto um amigo de quem se aproxima e com quem passa a ser parecido.


Palavras-chave: Trindade; Amor; Altruísmo; Oração.

Sugestão de passagem: I Jo 4, 7-1

Sugestões de músicas: Mar de vida; Deus.


14 A 21.JUL – ESTUDO – DIZIMO E OFERTA: O QUE É E O QUE NOS ENSINA


O dízimo é, em síntese, a contribuição comprometida com a comunidade e realizada pelo fiel periodicamente. Por outro lado, a oferta é aquela apresentada além do dízimo, sem que implique em um compromisso, portanto, pode ser entregue em qualquer igreja e sem necessariamente ter uma periodicidade, a exemplo da contribuição realizada pelos fiéis no momento das Ofertas da Missa.


Historicamente, o surgimento do dízimo se dá no Antigo Testamento, quando a tribo de Levi (também conhecidos como Levitas) precisava ser sustentada pelas demais tribos de Israel, visto que se dedicavam a zelar pelas coisas do Senhor.


Nesse sentido, o Código de Direito Canônico diz: que “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros” (Cânon 222 § 1).


Assim, o dízimo é um exercício de doação de partilha do cristão perante a comunidade, e pode se subdividir em: dízimo de preceito judicial (ou da Lei da Igreja), dízimo cerimonial (ou natural) e de caridade.


O dízimo de preceito jurídico ou natural é aquele empenhado ao sustento ordinário da Igreja e de seus ministros. São Tomás de Aquino diz, ainda: "Que o povo deve sustentar o os ministros do culto é determinação da razão natural, como também recebem do povo salário para seu sustento aqueles que servem o bem comum: os governantes, os militares, e outros". O dízimo cerimonial era aquele associado ao sacrifício. De toda colheita, se separava a melhor parte dos frutos para devolver ao Senhor em agradecimento. É sempre associado à festividade ou ao sacrifício, pois era desfrutado junto com o sacerdote.


O dízimo de caridade, por sua vez, é aquele recolhido para dar àqueles irmãos mais necessitados. Nesse sentido, Deus ordenou que o povo de Israel desse tudo aquilo que sobrasse e não apenas a décima parte.


Para além disso, São Tomás de Aquino se opõe à ideia de uma imposição estrita de um valor ou uma quota parte, entendendo que dar menos ou mais de 10% de sua renda, de acordo com a generosidade que lhes inspira e, para isso, não existe limite. Diz ele: "A terceira espécie de dízimos, destinada a alimentar os pobres, foi aumentada na Lei nova, porque não somente a décima parte seria dada aos pobres, mas também o que sobrava, em cumprimento do preceito evangélico: 'O que sobrar, dai como esmola'. Quanto aos dízimos entregues aos ministros da Igreja, eles mesmos os dispensarão aos pobres."


Em síntese, resta a reflexão e o convite presente na Palavra: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” 2 Coríntios 9:7


Sugestão de condução: meditar sobre a passagem da “Oferta da Viúva” (Mc 12, 41:44) ou convidar a Pastoral do Dízimo da respectiva Paróquia para um momento de partilha.


Por fim, o dízimo demonstra o amor ao Senhor e ao próximo, afirma nosso compromisso como comunidade, além de ajudar a edificar o reino de Deus na terra, pois as contribuições dos fiéis têm potencial de abençoar a vida de muitos irmãos.


Palavras-chave: Dízimo, oferta, caridade.

Sugestões de leitura: 2 Co 9:7, Dt 14,22. Mc 12, 41:44


08.JUL A 14.JUL – TEMA LIVRE


01.JUL A 07.JUL – COMPORTAMENTO – CARISMA: O QUE É E O QUE ENVOLVE O NOSSO CARISMA


O catecismo da igreja nos apresenta o que é um Carisma dentro da teologia:


“Quer extraordinários quer simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo” (CIC, 799).


Então, já compreendemos que o carisma é uma graça dada por Deus, através do Espírito Santo, a pessoas, grupos, movimentos, comunidades e etc, que refletirá em uma resposta à alguma necessidade do mundo. Pergunta humana, resposta divina. Dessa forma, os carismas diversos que são derramados por Deus, edificam o bem na Terra.


E você sabe qual é o carisma do Movimento Escalada?


Nosso carisma é: “Ser Pessoa em Clima de Oração”; um modelo de vida cristã; uma compreensão de cristianismo; um jeito de ser igreja; um apelo à mudança a partir do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo; um ideal de relação com Deus, o outro e o mundo; um ‘eu’ que mergulha em si para amadurecer e ouvir a Deus; é a geração de lideranças cristãs para a Igreja e sociedade. São diversas as reflexões que podemos fazer acerca do nosso carisma. Ele é uma experiência de Deus que entranha o nosso ser, preenche o nosso coração e transforma realidades, é sentimento, razão e identidade pra toda uma vida.


Podemos nos perguntar se o “Ser Pessoa em Clima de Oração” não seria para todos cristãos, e sim, é! Assim como ver Cristo em Jesus abandonado, carisma da comunidade Obra Lumen, por exemplo, também é para nós e todos cristãos. Todos carismas que constituem a igreja, são cristãos, logo, devemos acolher para nossa vida. Mas o que difere viver o carisma em específico, é o que Deus enfatiza, em cada coração, um chamado maior. Todos devemos ser cristãos em todos âmbitos, mas doaremos nossos braços e corações, mais especificamente a um.


Dinâmica: Deixamos o convite para mergulhar em nosso carisma através do livro do movimento, página 32 a 35, e explorar através de reflexões e partilha.


Palavras-chave: Carisma; Graça; Resposta; Santidade.

Sugestões de músicas: Identidade; Enquanto há Deus, há missão; Ecoar.


24.JUN A 30.JUN – TEMA LIVRE


17.JUN A 23.JUN – ORAÇÃO – SANTOS JUNINOS


Os festejos juninos são uma tradição trazida pelos portugueses no período da colonização, oportunidade em que celebramos a história de quatro grandes Santos de nossa Igreja, são eles: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo.


Sugestões de conduções: 1) Escolher se aprofundar na vida de um desses santos e orar pela intercessão deste. 2) Dividir as pessoas em grupos e distribuir trechos da vida dos santos, após reflexão abrir para o grupão e rezar sob a perspectiva de cada santo.


SANTO ANTÔNIO


Santo Antônio nasceu em Lisboa (por volta de 1190) e pertencia a uma nobre família portuguesa, mas deixou suas riquezas para dedicar a vida levando a Palavra de Deus e sua língua foi tão santa que não pereceu, mantendo-se intacta mesmo após sua morte.


Santo Antônio morreu com cerca de 35 anos, em 13 de junho de 1231 na cidade de Pádua na Itália (por isso também é conhecido como Santo Antônio de Pádua), e foi o santo com processo de canonização mais rápido da igreja católica, sendo reconhecido Santo um ano após sua morte.


Mais de 30 anos após sua morte, o corpo de Santo Antônio foi exumado e se descobriu que sua língua permanecia incorruptível, ainda com aspecto vermelho e fresco. Em 1981 (isto é, 749 anos após sua morte) seu corpo foi exumado pela terceira vez, por ordem do Papa São João Paulo II, oportunidade em que se descobriu incorruptas também suas cordas vocais. Este mistério é a certeza de sua maior virtude: a pregação.




SÃO JOÃO


João Batista foi um profeta, filho de Zacarias e Isabel, que era prima de Maria, sendo ele, portanto, parente de Jesus. São João foi um dos 12 apóstolos e foi o responsável pelo batismo de Jesus no Rio Jordão, além de ter batizado inúmeros judeus e gentios, sendo reconhecido como precursor do Senhor, visto que anunciou o nascimento de Jesus e o anunciou como o cordeiro de Deus.


O Santo morreu ao ter sua cabeça decepada a mando de Herodes e é o primeiro mártir da Igreja. Seu dia é comemorado em 24 de junho, data de seu nascimento, diferente da maioria dos santos que têm sua festa comemorada na data de sua respectiva morte.


Sugestão de Oração: Oração de São João Batista


SÃO PEDRO


Pedro, nascido com nome de Simão, foi chamado por Jesus de Cefas ou Khepas, que significa “pedra” em aramaico e foi escolhido por Cristo para ser o responsável pela edificação da Igreja “Tu és Pedro e sobre ti edificarei a minha Igreja” (Mt 18:16). A partir daí, Pedro seguiu Cristo e se tornou seu discípulo, sendo um dos mais íntimos do Senhor. Com isso, recebeu de Jesus a responsabilidade de ser líder da Igreja e a “chave do reino do Céu”, sendo reconhecido como fundador da Igreja Cristã e o primeiro Papa.


Por pregar o Evangelho profundamente, Pedro foi preso várias vezes e, em uma dessas prisões, por volta da década 60 d.C., foi condenado à morte na cruz. Contudo, não se achando digno de morrer da mesma maneira que seu Senhor, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. São Pedro foi um mártir, sendo morto na região onde atualmente se situa o Vaticano, local onde permanece seus restos mortais.


O Dia de São Pedro é comemorado em 29 de junho, data provável de sua morte.


Sugestão de Oração: Terço de São Pedro



SÃO PAULO


São Paulo Apóstolo, um dos maiores propagadores do cristianismo e autor de catorze epístolas do Novo Testamento. Filho de uma família judaica, e até então Saulo, se converteu ao cristianismo, recebendo assim o nome de Paulo, e em seguida, realizou três expedições missionárias pregando o evangelho de Jesus Cristo, feito narrado no livro dos Atos dos Apóstolos.


O dia de São Paulo é comemorado em 29 de junho e também em 25 de janeiro.


Sugestão de Oração: Oração a São Paulo.


Palavras-chave: Santos Juninos; Santo Antônio; São João; São Pedro; São Paulo.

Sugestões de músicas: Somos nós.


10.JUN A 16.JUN – COMPORTAMENTO – ESMIUÇANDO O TEMA ANUAL: O QUE PODEMOS APRENDER COM A VIDA APOSTÓLICA DE PAPA FRANCISCO


Papa Francisco, uma forte liderança cristã, o escolhido por Deus para ser o Pedro de hoje. O que podemos aprender com sua vida apostólica?


Para nos situarmos, Francisco é o 226° papa da Igreja, seu nome de batismo é Jorge Mario Bergoglio e ele é original de Buenos Aires, Argentina. O papa cresceu numa família católica, cursou química e aos 21 anos ingressou no seminário. Desde esse momento, até o papado, Francisco trilhou um caminho de dedicação, justiça, simplicidade, fé e muito amor à Deus. Primeiro Papa jesuíta, americano e com o nome de Francisco. Todo o Pontificado até então, foi marcado por ser um pastor simples, disposto a iniciativas e reformas que impulsionasse a igreja em saída, levar o amor de Jesus à toda humanidade. Aos seus sacerdotes sempre recomendou misericórdia, coragem apostólica e portas abertas a todos.


O Vatican News, traz 10 marcos do pontificado de Papa Francisco, que nos ajudarão refletir sobre como temos sido Igreja. Quanto cristãos, católicos, paroquianos e alpinistas.


1. Conversão e reforma eclesial: Ter uma estrutura eclesial onde a missão pastoral alcance o mundo atual, o anuncio concentrado no essencial, sem imposições e sem uma comunicação desarticulada. Que a evangelização seja mais importante que a autopreservação.


2. Igreja “em saída”: Modelo de uma Igreja missionária e descentrada. A igreja não é o fim, mas o meio, o instrumento de Deus. Sair da comodidade.


3. Redescobrir a dimensão pessoal do encontro com Cristo: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (EG, n.7; Documento de Aparecida, n. 243).


4. A santidade ao alcance de todos: O caminho de santidade é o chamado de Deus a todos, mas que não restrinjamos a santos do altar, os canonizados, precisamos enxergar a santidade no cotidiano, santidade pelas ruas, o reflexo da presença de Deus.


5. O discernimento: “O discernimento é a leitura narrativa dos momentos bons e dos momentos escuros, das consolações e desolações que experimentamos ao longo da nossa vida. No discernimento é o coração que nos fala de Deus, e nós devemos aprender a compreender a sua linguagem. Perguntemo-nos, no final do dia, por exemplo: o que aconteceu hoje no meu coração? [...] E assim aprender a discernir o que acontece dentro de nós.” (Catequese do Discernimento, 19/11/2022).


6. O nome de Deus é misericórdia: “A Igreja não está no mundo para condenar, mas para permitir o encontro com aquele amor visceral que é a misericórdia de Deus.” (Deus é misericórdia, p.86).


7. A fraternidade e a amizade social: Somos irmãos, a fraternidade e amizade social são o caminho para a recuperação da dignidade de cada pessoa humana. “Ninguém pode enfrentar a vida isoladamente [...] precisamos de uma comunidade que nos apoie, que nos auxilie e dentro da qual nos ajudemos mutuamente a olhar para frente.” (FT, n.8).


8. A casa comum: “A ecologia humana é inseparável da noção de bem comum, princípio este que desempenha um papel central e unificador na ética social. É o conjunto das condições da vida social que permite, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (LS, n.156).


9. Pacto educativo global: Tudo começa e termina na educação integral: “Se queremos um mundo mais fraterno, devemos educar as novas gerações para reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada um nasceu ou habita” (FT, 1). “Temos a peito uma formação integral que se resume no conhecer-se a si mesmo, ao próprio irmão, à criação e ao Transcendente. Não podemos esconder às novas gerações as verdades que dão sentido à vida.” (Papa Francisco, Audiência 05/11/2021).


10. Economia solidária: A economia e a política estão interconectas fortemente no Pacto Global de Francisco: “Necessitamos de políticos apaixonados pela missão de garantir para todo o povo os três Ts – terra, teto, trabalho.- além da educação e serviços de saúde. Isto é, políticos com horizontes amplos, que abram novos caminhos para que o povo se organize e se expresse” (Vamos sonhar juntos, p.123). O Pacto Educativo Global e a Economia de Francisco e Clara, mais do que simples movimentos, são apostas concretas da utopia e do desenvolvimento integral presentes no sonho de Jesus para toda a humanidade: vida em plenitude para todos (Jo 10,10).


Papa Francisco fez e faz história, que estes marcos sejam apenas pinceladas para que nós, alpinistas, possamos conhecer mais a fundo sua história e aprender com ele a ouvir a voz de Deus.


Palavras-chave: Papa Francisco; Pontificado; Simplicidade; Fraternidade.

Sugestões de leitura: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2023-04/2023-10-anos-pontificado-papa-francisco-artigo-marista.html; Encíclia Frattelli Tutti; Livro Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’; Livro ‘O nome de Deus é misericórdia’.

Sugestões de músicas: Projeto Absurdo.


23.JUN A 09.JUN – ESTUDO – A IGREJA PRIMITIVA E A EUCARISTIA [CORPUS CHRISTI]


A igreja celebra o dia de Corpus Christi na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. É uma solenidade linda para festejar a graça de ter o próprio Cristo conosco. Mas como foi vivido a eucaristia pelos primeiros cristãos? O que temos de eucaristia e igreja primitiva?


A Eucaristia


A Eucaristia é o centro da vida cristã, sendo o mais importante dos sacramentos e a própria essência da celebração da Missa, ou seja, não há Missa sem Eucaristia. A Eucaristia sempre existiu na vida da Igreja, tendo sido instituída pelo próprio Jesus na quinta-feira santa. Portanto, estudar a Eucaristia na Igreja Primitiva ajuda-nos a entender que esse mistério sempre fez parte de nossa história.


Chamamos de “Igreja Primitiva” os primeiros anos da era cristã, na era apostólica, ou seja, enquanto os Doze Apóstolos ainda estavam vivos e na era dos Pais Apostólicos, os discípulos dos próprios apóstolos. Esse período é, mais ou menos, entre o I e o III século.


A Eucaristia na história


Temos exemplos claros na história da crença dos cristãos na Eucaristia, ensinamentos dos discípulos dos apóstolos, ou seja, homens que escutaram da boca dos próprios Pedro, João, André, Paulo, etc, o ensinamento de Cristo a respeito dos sacramentos.


· Inácio de Antioquia - Discípulo do Apóstolo São João - Ano 30-107 - Séculos I e II.


“Nessas reuniões vocês devem ouvir atentamente o bispo e o presbitério, e partir o pão, que é o remédio da imortalidade e o antídoto que afasta a morte, mas confere continuamente a vida na união com Jesus Cristo.


Tomem, então, o cuidado de celebrar uma única eucaristia, pois, há um só corpo de nosso Senhor, Jesus Cristo, e uma da taça de seu sangue que nos unifica, e um só altar, exatamente como há um só bispo juntamente com o presbitério e os diáconos.”


· Clemente de Roma, Papa - Discípulo do Apóstolo São Pedro - Ano 35-97 - Século I.


“Ele ordenou que oferecêssemos sacrifícios e serviços religiosos; e exigiu que isso fosse feito não de um modo descuidado e desordenado, mas em épocas e estações por ele estabelecidas.”


· Irineu de Lyon - Discípulo de São Policarpo, que foi discípulo do Apóstolo São João - Ano 130-202 - Século II.

“Portanto, quando o cálice de vinho misturado com a água e o pão natural recebem a Palavra de Deus, transformam-se na eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo. Recebendo a palavra de Deus, tornam-se a eucaristia, isto é, o Corpo e o Sangue de Cristo. “


Aplicação em nossa vida


Sendo a Eucaristia o maior tesouro de nossa fé, nosso pão espiritual, alimento e sustento, é importante conhecê-la em toda sua essência para poder viver bem, entendendo sua seriedade e profundidade:


1. Tenho participado ativamente do Banquete Eucarístico?

2. Tenho tido seriedade e compromisso com o Corpo de Cristo?

3. Tenho me confessado com frequência, participado da Missa com zelo e buscado receber Jesus com verdadeira fé?

4. Recebendo o próprio Cristo que busca nos tornar mais como Ele é, saímos do altar diferentes? Trazemos mudanças para nossa vida? Não é possível comungar do Corpo de Cristo no sacramento e desdenhar de sua presença nos irmãos menores.


Que possamos participar com zelo das Missas e o recebimento da Eucaristia. Além de celebrar junto à nossa comunidade a quinta-feira de Corpus Christi.


Sugestão de dinâmica: Separar em quatro grupos, dividir cada uma das quatro frases acima por grupo para que debatam sobre o período histórico e a crença consolidada dos primeiros cristãos da celebração da Eucaristia, Corpo e Sangue do próprio Jesus.


Palavras-chave: Eucaristia; Igreja Primitiva; Corpo e Sangue.

Sugestões de passagens: I Coríntios 10, 23-29.

Sugestões de músicas: Vem da Terra; Grão de Trigo.


27.MAI A 02.JUN – TEMA LIVRE


20.MAI A 26.MAI – ORAÇÃO – PENTECOSTES: UM CONVITE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO SE HÓSPEDE EM NOSSO INTERIOR


O Espírito Santo é dinamismo e vida. A partir desta força vinda do próprio Deus, movemos a nossa fé. Como a terceira pessoa da Santíssima Trindade, Ele traz o movimento cristão em nossas ações. Sem o Espírito Santo, não há como entender Jesus pois Ele é o espírito de Deus em nós, devendo estar presente em toda a nossa rotina, desde as atividades cristãs até as tarefas mais corriqueiras do dia a dia.


No período de Pentecostes celebramos a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, cinquenta dias após a Páscoa. É uma das datas mais importantes do Calendário Litúrgico Cristão, juntamente com Páscoa e Natal.


Ele nos convoca para cumprir a sua missão, nos aproximando a cada dia do Pai, nos fazendo compreender o motivo das ações de Deus em nossas vidas. "Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”, (Atos dos Apóstolos 2, 1-4). Este, então, é tempo de celebrarmos a presença do Deus Espírito Santo em nosso meio, relembrando o ato salvífico de Jesus Cristo e Sua vida em nós.


Ser templo do Espírito Santo é estar disponível de corpo e alma para Deus habitar em nossas vidas. Ele está diretamente ligado aos nossos dons, pois nos concede gratuitamente acesso à estas formas de expressão.

De quais formas posso convidar o Espírito Santo para habitar em mim? De que forma ele me aproxima cada vez mais de Deus? Como ele age em minha vida?


Ele é o primeiro despertar na nossa vida cristã, então é mais do que necessário entender a sua participação do início ao fim em nossa fé, se manifestando por meio dos 7 dons do Espírito Santo (Conselho, Piedade, Temor de Deus, Ciência, Fortaleza, Sabedoria, Inteligência).


Por isso, diante do reconhecimento da importância da presente do Espírito Santo de Deus em nossa rotina, sugerimos um momento de reflexão acerca da presente dEle, juntando com um momento de louvor. E aí, Espírito Santo, o que vamos fazer hoje?


Palavras-chave: Espírito Santo, invocação do Espírito Santo, dons, carisma, pentecostes.

Sugestão de Música: Espírito, Eu navegarei, Sopro de Deus.



13.MAI A 19.MAI – COMPORTAMENTO – ENTRETENIMENTO E PERSONALIDADE: COMO O QUE CONSUMIMOS INTERFERE EM NOSSA FORMAÇÃO QUANTO PESSOAS


Em frente a um mundo lotado de informações que nos são apresentadas diariamente, onde muitas vezes acabamos por nos influenciar negativamente, devemos tomar muito cuidado com o que consumimos e o que permitimos que adentre a nossa rotina. Por isso devemos nos perguntar cotidianamente:


1. O que estamos consumindo nas redes?

2. O que assisto e o que escuto tem contribuído para meu crescimento espiritual?

3. O que tem feito parte da minha rotina?

4. Quem tem sido meus modelos, influenciadores em que tenho me inspirado?


COMO POSSO FILTRAR MELHOR?


É preciso antes de tudo, que exista uma relação com Deus, entenda o que melhor funciona PARA VOCÊ na sua caminhada e o que por ventura venha a te fazer mal. Se você possui inclinações de ira por exemplo, procure se afastar de coisas violentas, para que consiga se blindar do que te faz mal, e possa sair da situação.


A maior dificuldade consiste justamente no apego que possuímos as coisas terrenas e como somos habituados a precisamos de tais entretenimento para nos alegramos diariamente.


Em segundo lugar, deve-se buscar sempre pela virtude da HUMILDADE, ao recorda-se que sim, a humanidade é extremamente volátil e os valores moldam-se de acordo com o que está em “alta”. Além do que, todos devemos reconhecer que, a mínima coisa que consumimos estará nos influenciando.


Portanto, devemos sempre nos lembrar do equilíbrio da Cruz do Ser Pessoa e o quanto devemos encontrar no serviço, o caminho para uma melhor relação com Cristo e com o outro. Se consumimos diariamente conteúdos que por ventura vão contra os princípios cristãos ou nos tentam em fragilidades pré-existentes, acabamos por deixar de lado nosso principal foco, o testemunho Cristão.


Por último, não há necessidade de desespero, apenas que exista um discernimento do que realmente tem nos moldado enquanto filhos de Deus.


Palavras-chave: humildade, consumo e autorreflexão.

Sugestões de passagens: 1 Coríntios 6:12 e Efésios 5:3,4 .

Sugestões de músicas: Ser Cristão .

Sugestão de dinâmica: Pedir para se apresentarem falando um influenciador que acompanha.


06.MAI A 12.MAI – ESTUDO – SALVE RAINHA: ENTENDENDO A ORAÇÃO


A Salve Rainha é uma oração sublime muitíssima antiga, e que tem uma estrutura impressionantemente lógica. O título que damos a Maria nessa oração é o de Rainha. Fazemos isso como forma de reconhecimento do seu valor magnifico de mãe, de mulher, de Santa e de Rainha.

Essa oração, que é verdadeiramente uma homenagem à Maria, mãe de Jesus, expressa o reconhecimento dos fiéis como filhos do Salvador, bem como reforça a importância de Nossa Senhora no caminho até a Salvação.

A história conta que essa oração foi escrita em 1050, na Alemanha, pelo Monge Hermannus Contractus, em tempos que a Europa Central enfrentava fome, destruição, epidemias e destruições naturais. Por meio da intercessão de Maria, ele rezava profundamente pela sua salvação e de todo o povo.

Podemos dividi-las, para fins didáticos, em quatro tópicos:


1- Introdução: a Virgem Maria como soberana Mãe de Deus e nossa

No tópico 1 a Virgem Maria é invocada a partir da citação de seus atributos: "Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve!" Aqui há a saudação daquela que abriga o coração da terra inteira, tendo sempre graça e misericórdia pelos seus filhos.

É importante recordar, que apesar da sua soberania na Igreja, ela foi salva por Cristo, isto é, que todos os seus privilégios, dons e graças lhe foram concedidos na previsão dos méritos infinitos do Nosso Senhor Jesus Cristo.


2- Exposição de nossas necessidades espirituais

No ponto 2, finda a invocação e inicia-se a exposição de nossas misérias à Mãe de Misericórdia. É a plena exposição de nossas necessidades espirituais acompanhada da apresentação de nossos pedidos.

Na oração, suplica-se misericórdia, reconhecendo nossos pecados. Nota-se: "A VÓS bradamos degredados filhos de Eva" "A VÓS suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas".

Percebe-se aqui que reconhecesse a fraqueza e vulnerabilidade ao bradar misericórdia.


3- Apresentação dos nossos pedidos

O tópico 3 representa a certeira apresentação de nossos pedidos, rogamos que Nossa Senhora olhe para nós: "Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei".

Nós a chamamos de advogada nossa, e ela de fato o é. Advogada significa chamada a ser aquela que fala por nós, que nos defende. Ela, por ser nossa Mãe misericordiosa, está sempre pronta a interceder a Deus por nós, para que obtenhamos o perdão.


4- Saudação final

O ponto 4 aborda a saudação final, a conclusão da nossa oração. E aí vem a reflexão acerca das três exclamações de amor entoadas a elas: ”O clemente , ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria". Essas três exclamações de amor foram acrescentadas, ao final da Salve Rainha, por São Bernardo, quando entrou na Catedral de Spira, ao pregar a Segunda Cruzada.

“Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.”, aqui pedimos para que Maria nos recomende e nos guarde com seu manto sagrado, para que um dia possamos desfrutar da vida eterna ao seu lado e na presença gloriosa de Deus.


Sugestão de passagens: Lucas 1: 30-33; Lucas 1: 46-55 .

Sugestão de músicas: Perfeito é quem te criou, Acaso não sabeis, Mãe Missionária


29.ABR A 05.MAI - TEMA LIVRE


22.ABR A 28.ABR – ESTUDO – SE DEUS É AMOR, PORQUE EXISTE O MAL NO MUNDO?


Sendo sua essência amor e bondade, Deus criou o mundo por amor. Logo, Ele nunca seria capaz de criar algo díspar do seu ser, assim traz o Youcat tópico 51. Mas se o mundo foi criado por amor, então, por que está cheio de injustiça, opressão e sofrimento? Por que Deus não criou um mundo tão perfeito onde não possa existir mal algum?


Deus criou o mundo bom em si. Em gênesis diz que Deus ficou feliz com sua criação e viu que tudo que foi criado era bom. Além de todas criações, Deus fez o homem: “Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra”. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.” (Gênesis 1, 26-27). Esta foi sua maior criação, Deus deu ao homem autoridade e liberdade, porém o homem quis ser como Deus, através da desobediência o pecado entrou no mundo. Através da Palavra de Deus, sabemos que o mal no mundo provem do nosso pecado, o pecado original, da ausência de Deus que habita em nosso coração. Mas tamanha é a misericórdia de Deus que enviou seu filho amado, a face humana da Santíssima Trindade para vim ao mundo e nos salvar, nos salvar através de seus ensinamentos de amor e do verdadeiro cristianismo, nos salvar criando uma ponte da humanidade até a vida eterna, nos salvar mostrando que mesmo onde possa haver o maior dos sofrimentos, Deus está com os que sofrem, pois os amam.


Quando entramos no mérito do sofrimento, compreendemos que este pode ser causado por alguém, como um assalto acompanhado de morte, ou um sofrimento sem um aparente culpado, como um terremoto e um câncer. Nesses momentos nos vem muitos questionamentos:


· Por que Deus permite que os homens sofram com doenças, tragédias que fogem do controle humano?

· Será que é possível tirar algo de bom de um sofrimento, por exemplo, uma menina e mãe que eram estupradas, torturadas e agredidas pelo padrasto?

· Como posso agir perante o sofrimento do meu irmão?

· Como nós encaramos o sofrimento?


Sabemos que a origem do mal, que tentou o homem e o levou a se distanciar de Deus, é um grande mistério para a humanidade. Paulo traz em sua carta aos Coríntios a nossa limitação quanto criaturas terrenas e aponta que há algo muito maior que envolve a humanidade: “A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.” (1 Coríntios 13, 12).


Assim temos consciência de duas coisas: Primeiro, o pecado, logo o mal, está presente humanidade e a busca da santidade e amor cooperam para um mundo de justiça. Segundo, somos limitados, há mistérios entre o céu e a terra que não nos é claro, nos cabe confiar em Deus e fazer o que nos cabe, Ele é nosso pai, nosso criador, que nos conhece e se compadece conosco.


Como agir perante os sofrimentos? Nos conectarmos com Deus, oferecer nosso sofrimento como sacrifício, via de santificação, amadurecimento e fortalecimento espiritual. Os santos sabiam o segredo de oferecer o seu sofrimento a Cristo como sacrifício. Muitos deles conseguiram se manter felizes diante de tribulações e a cada pequeno sacrifício cotidiano tentavam ver com bons olhos. A vida humana não será sempre prazerosa e fácil, o mundo terreno é uma passagem, e não é o céu. Que possamos nos unir a Cristo e encontrar forças nele para encarar nossos sofrimentos, dos maiores aos cotidianos.


Situações de sofrimentos cotidianos:


· Quando você estiver parado no trânsito ou esperando na fila;

· Quando você estiver na academia, mas sem vontade de malhar;

· Quando estiver muito cansado ou ocupado, mas ainda encontrar tempo para ajudar seus amigos ou sua família;

· Quando, sem motivo, as pessoas são grossas contigo;

· Quando comem a sua comida (especialmente a que estava guardada ou era o último pedaço);

· Quando você está certo e sabe que a outra pessoa está errada, mas você fica quieto;

· Quando você arrumou a casa inteira, mas depois a deixam toda bagunçada;

· Quando estiver doente, com dor de cabeça ou ferido;

· Quando o seu chefe pede para você fazer “uma última coisa” antes de partir;

· Quando outra pessoa leva o crédito que você merecia;

· Quando você termina de escrever um longo relatório, mas o apaga por engano;

· Quando você está passando pelos piores sofrimentos e tribulações, mas tem que escutar as queixas alheias.


Por fim, Santa Teresa nos ensina:


“Nada te perturbe, Nada te espante,

Tudo passa, Deus não muda,

A paciência tudo alcança;

Quem a Deus tem, Nada lhe falta:

Só Deus basta.


Eleva o pensamento, Ao céu sobe,

Por nada te angusties, Nada te perturbe.

A Jesus Cristo segue, Com grande entrega,

E, venha o que vier, Nada te espante.

Vês a glória do mundo? É glória vã;

Nada tem de estável, Tudo passa.


Deseje às coisas celestes, Que sempre duram;

Fiel e rico em promessas, Deus não muda.

Ama-o como merece, Bondade Imensa;

Quem a Deus tem, Mesmo que passe por momentos difíceis;

Sendo Deus o seu tesouro, Nada lhe falta.

SÓ DEUS BASTA!”


Palavras-chave: Bem e Mal; Sofrimento; Pecado; Deus; Amor.

Sugestões de passagens: Salmo 22; Salmo 50.

Sugestões de leitura: YOUCAT 51.

Sugestões de músicas: Guetos; Meninos da Nova Terra; Ser Cristão; Perdão Pelo que Não Faço; Eu e o Mundo.


15.ABR A 21.ABR – ORAÇÃO – ESMIUÇANDO O TEMA ANUAL: ORAÇÃO DO MAGNIFICAT E O QUE ESTA ORAÇÃO NOS ENSINA


"A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador."

Essa frase dá início à uma das orações mais importantes para nós, alpinistas, a oração do Magnificat. A oração traz três pilares importantes: a glorificação do Criador, a predileção de Deus pelos mais humildes e a confiança no cumprimento das promessas de Deus.


Esse cântico retrata o momento em que Maria, após o anúncio de sua gravidez, também é avisada que sua prima Isabel está grávida. Nossa Senhora, então, se levanta, parte apressadamente ao encontro de Isabel e fica com ela o tempo necessário. Na passagem que inspira a oração, vemos que Maria parte para subir o monte com muita confiança nos planos de Deus, e compreende também o momento de descer para melhor servir. Nós, como alpinistas, nos inspiramos em Maria como jovem que parte para sua escalada acompanhada por Deus. Mas será que estamos indo apressadamente ao encontro do outro como ela foi? De que forma podemos também partir apressadamente para amar e servir como fez a Nossa Mãe?


A oração do magnificat é comumente recomendada a ser feita ao final de um dia de trabalho ou no início da noite, para agradecer e reconhecer a Deus pelo dia que passou. Além disso, entende-se que quem reza o cântico do Magnificat está se colocando junto à Maria, testemunhando sua posição de serva e sua proximidade com Deus. Temos contemplado as maravilhas cotidianas que o Senhor nos proporciona?


Que nós, enquanto Movimento Escalada, nos sintamos convidados a destrinchar e compreender a oração do Magnificat, e o lugar que Nossa Senhora ocupa na missão de amar e servir. Que possamos nos inspirar nela, em sua coragem e sua fé, para ir apressadamente ao encontro de quem Deus nos enviar.


Palavras-chave: Maria; Magnificat; Isabel; Serviço.

Sugestões de passagens: Lucas 1, 39-55.

Sugestões de músicas: Cântico de Maria (Eliana Ribeiro); Nossa Senhora do Escalada; Perfume de Mil Flores; Maria disse Sim.


08.ABR A 14.ABR – COMPORTAMENTO – A VERDADEIRA AUTOESTIMA, ENXERGAR E EXALAR O MELHOR DE DEUS EM NÓS


Num mundo onde conquistas pessoais e profissionais, status social, aparências e condições financeiras são cada vez mais valorizadas, a autoestima erroneamente pode ser associada com esta distorcida visão social. Esse sentimento facilmente nos leva a comportamentos arrogantes e egocêntricos que nos afastam da face de Cristo. Ou ainda nos diminuem quanto pessoas, a partir do momento que as comparações e julgamentos falam mais alto. Mas como lidar com isso?


Podemos ver quanto os extremos ao falar de autoestima são ruins, por um lado colocamos nosso corpo, intelecto, viagens, fama, dinheiro e etc., como fontes de “autoestima” que nos levam ao caminho do narcisismo e egocentrismo, o mundo começa girar em torno de mim. Isso não é autoestima. Por outro lado, a vida corrida, nos molda a pensar muitas vezes que não temos tempo para cuidar do nosso corpo, do nosso cabelo, para ler um livro e vamos nos fechando, nos diminuindo, enxergamos como o outro é melhor do que nós, o nosso eu vai se perdendo, a vida se torna amarga e vazia quando não a assumimos, quando não colocamos limite para opiniões e quando não sabemos mais quem somos. Se somos imagem e semelhança do próprio Cristo, se ao comungar recebemos ele em nossa morada, porque não cuidar dela? Cuidar de si é um ato de amor consigo, com Deus e com o outro. É preciso encontrar um equilíbrio, é preciso ter uma autoestima de filhos de Deus, mas sem deixar que a vaidade e egoísmo tomem conta, pelo contrário que ela nos leve a servir e a amar!


“Importa que ele cresça e eu diminua.” (João 3, 30)


É necessário cultivar uma autoestima altruísta e verdadeiramente cristã, ter consciência de quem somos: filhos amados, filhos que merecem se acolher, se amar, se cultivar e estar em uma constante busca de onde devemos diminuir para que o Cristo cresça em nós e para nós. Devemos utilizar da boa autoestima enquanto filhos de um Deus vivo e praticá-la enquanto potencializador do nosso ministério.


1. Como anda minha autoestima? Tenho desequilibrado minha cruz exalando falsos valores? O outro está sempre acima? Ou o outro está sempre abaixo?


2. Tenho assumindo a responsabilidade pela minha autoestima e amando o próximo como a mim mesmo?


3. Tenho sido co-herdeiro de Cristo assumindo minha melhor versão através do serviço?


4. Enquanto católicos, será que temos colocado Deus como centro das nossas vidas?


Sabemos que uma flor não exalaria bons perfumes se nela não estivesse concentrado, e nós? Temos buscado cultivar bons valores para que só então possamos exalá-los? No nosso cotidiano temos buscado ser a imagem de Deus para que o mundo consiga sentir o cheiro de Cristo em nós?


. CATESCISMO: “Dotada de alma espiritual e imortal, a pessoa humana é a criatura na terra que Deus quis por si mesma. Desde sua concepção, é destinada à bem-aventurança eterna. ”


Portanto, devemos nos recordar que somos os Ramos da videira de Cristo, escolhidos a dedo para sermos efetivos membros do seu corpo místico exalando sempre o bom perfume do Cristo para um perfeito equilíbrio da Cruz.


Palavras-chave: Autoestima; Filhos de Deus; Altruísmo; Serviço.

Sugestões de passagens: Salmos 138, 13-14.

Sugestões de leitura: Catecismo § 1701, 1703

Sugestões de músicas: Bote fé


01.ABR A 07.ABR – SEMANA SANTA


25.MAR A 31.MAR – ESTUDO/ ORAÇÃO – SEMANA SANTA: ORAÇÕES E LITURGIAS QUE A ENVOLVEM


A semana santa é considerada a semana mais importante para o católico na qual se celebra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. É essencial para o cristão conhecer o significado e a importância desse período para poder vivenciar da melhor forma os mistérios celebrados.


Cada dia traz uma celebração que remete a um dos acontecimentos dessa semana, tendo início no Domingo de Ramos e sendo encerrada no Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa.


Domingo de Ramos

Celebra entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, a Morte e a Ressurreição. Este domingo é chamado assim, porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde o Senhor passaria montado num jumento. Com isso, despertou nos sacerdotes da época e mestres da Lei, inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa, então, uma trama para condená-Lo à morte. A liturgia dos ramos não é uma repetição apenas da cena, mas um sacramento da nossa fé, na vitória do Cristo na história, marcada por tantos conflitos e desigualdades.


Segunda-feira Santa

Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise.


Terça-feira Santa

A mensagem central deste dia passa pela Última Ceia. No Evangelho, há uma antecipação da Quinta-feira Santa. Jesus anuncia a traição de Judas e as fraquezas de Pedro.


Quarta-feira Santa

Em muitas paróquias, especialmente no interior do país, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” na Quarta-feira Santa. Os homens saem de uma igreja ou local determinado com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre proclama o célebre “Sermão das Sete Palavras”, fazendo uma reflexão, que chama os fiéis à conversão e à penitência.


Tríduo Pascal:


Quinta-feira Santa

Santos óleos – Uma das cerimônias litúrgicas da Quinta-feira Santa é a bênção dos santos óleos usados durante todo o ano pelas paróquias. São três os óleos abençoados nesta celebração: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos.


Lava-pés – O Lava-pés é um ritual litúrgico realizado, durante a celebração da Quinta-feira Santa, quando recorda a última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem.


Instituição da Eucaristia – A Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.


Instituição do sacerdócio – Ele quis, assim como fez na última ceia, que Seus discípulos se reunissem e se recordassem d’Ele abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras, o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia.


Sexta-feira Santa

Com a Paixão de Jesus, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.


Via-sacra – Ao longo da Quaresma, muitos fiéis realizam a Via-Sacra, contemplação de 14 estações, a Via-Crucis, como uma forma de meditar o caminho doloroso que Jesus percorreu até a crucifixão e morte na cruz. Não há um dia exato para sua realização, mas deve ocorrer até a Sexta-feira Santa.


Sábado Santo

Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa. O próprio Jesus, que é o Verbo e a Palavra, está calado.


Vigília Pascal – Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor. A celebração acontece no sábado à noite e é uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor para que os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa.


Bênção do fogo – Fora da Igreja, prepara-se a fogueira, com o povo reunido em volta dela, o sacerdote abençoa o fogo novo. Em seguida, o Círio Pascal é apresentado ao sacerdote. Com um estilete, o padre faz nele uma cruz, dizendo palavras sobre a eternidade de Cristo. Assim, ele expressa, com gestos e palavras, toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo – homens, coisas e tempo – estão sob Sua potestade.


Procissão do Círio Pascal – As luzes da igreja permanecem apagadas e proclama-se: “Eis a luz de Cristo!”. Todos respondem: “Demos graças a Deus!”. Os fiéis acendem suas velas no fogo do Círio Pascal e entram na igreja. O Círio, que representa o Cristo Ressuscitado, a coluna de fogo e de luz que nos guia pelas trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança em procissão.


Proclamação da Páscoa – O povo permanece em pé com as velas acesas. O presidente da celebração incensa o Círio Pascal. Em seguida, a Páscoa é proclamada. Esse hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, a alegria do Céu, da Terra, da Igreja, da assembleia dos cristãos. Essa alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas. Terminada a proclamação, apagam-se as velas.


Liturgia da Palavra – Nesta noite, a comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra. As leituras da vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes (aos discípulos de Emaús) o que dele se achava dito em todas as Escrituras” (Lc 24, 27).


Domingo de Páscoa

É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu “Peseach”, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos “Cristo vive” não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança.


Sugestão de dinâmica: dividir em grupos e cada um ficar com um dia da semana para apresentar ao grupão.

Para relatar cada dia da semana senta foi utilizado como base o site: cnbb.org.br/261402-2/


Palavras-chave: Paixão; Morte; Ressureição; Tríduo Pascal; Semana Santa.

Sugestões de passagens: Mt 21,1-11; Mt 26,1- 49; Lc 12,35-37

Sugestões de músicas: Ramos, paixão e aleluia e vem da terra.


18.MAR A 24.MAR – COMPORTAMENTO – ESMIUÇANDO O TEMA ANUAL: SERÁ QUE ESTAMOS VIVENTO NO MODO AVIÃO?


Será que estamos vivendo em modo avião? Estou aqui de corpo e alma?


Muitas vezes, em determinadas situações do nosso cotidiano, nós não estamos presentes verdadeiramente vivendo aquela situação, apesar de estarmos fisicamente. Às vezes conversamos com uma pessoa, mas mal internalizamos o que ela nos disse. O mesmo acontece quando vamos às missas, zonais, reuniões... tudo pode passar por nossa mente e não conseguimos no conectar com que realmente acontece. Temos desativado o nosso modo avião, para viver intensamente o momento? O que nos leva a agir assim?


Nós, como jovens, temos um turbilhão de coisas passando na nossa cabeça ao mesmo tempo, estamos sempre ansiosos em viver tudo e de vez. Precisamos aprender a silenciar nossa mente para vivermos o momento presente, sem nos preocupar tanto com o depois. Como amar e servir, apressadamente, quando nossa mente e corpo não estão na mesma sintonia? O que perpetuava no coração de Maria ao partir apressadamente ao encontro de Isabel? A consciência da urgência do serviço ou a pressa para ter mais um check em sua lista de afazeres?


Por diversas vezes, na correria do dia a dia, acabamos participando de determinadas situações no automático, sem nos preparar para viver de fato aquele momento. A própria igreja nos ensina a importância dos momentos de preparação, como por exemplo no tempo da quaresma e do advento. Será que viveríamos bem a páscoa, teríamos a consciência desse tempo maior, se não houvesse a quaresma e Semana Santa? E esperaríamos o nascimento de Jesus com tanto amor e alegria se eles não fossem semeados no advento?


Para partir apressadamente precisamos desacelerar nossa mente e coração, precisamos colocar prioridades, precisamos respirar, pensar, nos situar, mas precisamos estar atentos: Nunca estaremos prontos. Nunca seremos perfeitos. Mas nem por isso, precisamos viver de qualquer jeito, pois a graça e sinais dos nossos tempos passam e o nosso agir precisa ser intencional e consciente, como foi o de Maria.


A cruz do ser pessoa nos ensina a equilibrar a vida cristã sendo jovem, sabendo o local das coisas do mundo, que estão aí para serem usadas, porém, temos que nos atentar em não deixar que essas coisas nos impeçam de estar presente de corpo e alma.


Palavras-chave: Modo avião; Presença; Ação; Preparação.

Sugestões de passagens: 2 Timóteo 3,15-17; Efésios 6, 14-15.

Sugestões de músicas: Ouvi Deus; Tempo de Escutar.


11. MAR A 17.MAR - TEMA LIVRE


04.MAR A 10.MAR – ESTUDO – CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2023: FRATERNIDADE E FOME


Como alpinistas buscamos sempre despertar o nosso carisma em nós e no outro, seguindo os passos do nosso amado e misericordioso Jesus. Nesse sentindo, a Campanha da Fraternidade 2023 nos convida a deixar despertar o espírito da caridade e de compromisso com a realidade social de nosso país, com o tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).


Assim, somos convidados a nos aprofundarmos sobre o tema da fome, que é retratado pela terceira vez na campanha da fraternidade. Nos últimos anos, o Brasil voltou ao Mapa da Fome, contando com mais de 60 milhões de brasileiros sem ter alimentos suficiente para sua subsistência, segundo dados da Organização das Nações Unidas, divulgados em julho do ano passado. Dados como esse demonstram que cerca de 30% da população vive em situação de insegurança alimentar, período de 2019 a 2021, número que está em crescimento.


Seguindo os passos de Jesus, é dever da Igreja se posicionar no combate à fome no Brasil e em todo o mundo.


Na encíclica Fratelli Tutti, o Papa Francisco fala do escândalo da fome e chama o atual sistema de assassino: “As crises sociais, políticas e econômicas fazem morrer à fome milhões de crianças, já reduzidas a esqueletos humanos por causa da pobreza e da fome; reina um inaceitável silêncio internacional” (nº 29).


O Santo Padre adverte ainda que “a política mundial não pode deixar de colocar entre seus objetivos principais e irrenunciáveis o eliminar efetivamente a fome. Com efeito, quando a especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando-os como uma mercadora qualquer, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome… a fome é criminosa e a alimentação é um direito inalienável” (nº 189).


O nosso carisma está voltado a “Ser Pessoa em Clima de Oração” que reflete na cruz de Ser Pessoa, nos mostrando como ser cristão em todos os ambientes. Por isso, precisamos apresentar uma nova face de Cristo, também através do combate às desigualdades sociais. Mas temos realmente vividos o que Deus através do nosso movimento nos chama? Nós refletimos a bondade e o amor divino? Ajudamos o próximo ou preferimos nos acomodar? Qual a contribuição podemos dar no combate à fome no Brasil e no mundo? É necessário estar cada vez mais próximos de Deus fortalecendo a espiritualidade, base da vida cristã, por meio da vida de oração, mas também é preciso sair para o serviço, uma vez que “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26)


Por fim, convidamos o seu Zonal a organizar e realizar um ato concreto em prol da Campanha da Fraternidade. Sugerimos também que seja feita uma rede de divulgação das obras de caridade que acontecem inclusive por grupos jovens da igreja como os da Casa Santa Dulce, Casa de caridade de Irmã Violeta e Obra Lúmen.


Palavras-chave: Fraternidade; Caridade; Misericórdia; Fome.


Sugestões de passagens: Mateus 14, 16 e Tiago 2, 26.



Sugestões de músicas: Enquanto há Deus, há missão; Brilhe a tua luz; Transformação.