Entrevista: Léo


1. Fale um pouco sobre a sua história no Movimento: Como entrou no Movimento? Quando fez encontro? Fez o encontro de que paróquia?

Já coordenou o Movimento? Quando? Quando se tornou Conselheiro?


Eu fui convidado a fazer Escalada em 2006, por meus amigos Pams, Gaza e Gardenal. Naquele período, estávamos cursando o 3º ano do Ensino Médio no CAV. Em 2007, resolvi aproveitar a oportunidade e fiz a 59ª Escalada em Salvador (Nós), encontro ligado ao Zonal Vitória. Ao longo desses anos, muitas foram as experiências dentro do Movimento (viagens para encontrões, Anuais, projetos, Encontros, grupos de liturgia etc.)... Já participei dos Projetos Arauto, Missionárias e PAZ, além do Grupo de Coordenação. Coordenei o Movimento nos anos de 2018 (juntamente com Ninha) e 2019 (juntamente com Xande). A rigor, o coordenador do Movimento já é um conselheiro, então posso dizer que me tornei conselheiro em 2018.

2. Qual a importância do Movimento Escalada em sua vida, depois de tantos anos de dedicação a ele?


O Movimento é, para mim, um presente de Deus. Através dele, aprofundei e racionalizei a minha fé, amadurecendo na caminhada como cristão católico. Através dele, conheci pessoas que transformaram a minha vida, no amor, na amizade, na vivência de Igreja... Olha, eu sou grato a Deus por pertencer a essa comunidade de jovens com brilho no olhar, com amor no coração, com fartura de dons em serviço. Amo o Movimento e as pessoas com quem me relacionei nesses 13 anos desde que me permiti viver o Encontro.


3. Escolha um ou dois momentos marcantes na sua vida dentro do Escalada. Nos conte com detalhes esta experiência.


Muito difícil isso... hahahahaha. Não são necessariamente os mais marcantes, mas dois momentos relativamente recentes que me fizeram sentir muito "parte de uma comunidade":

a) a mobilização de tantas pessoas quando Boon esteve doente, em correntes de orações, presença, amizade. Mesmo após a sua partida, foram tantos afagos, abraços, manifestações de amor, que demonstraram de forma viva a presença do Cristo entre nós, um reconhecimento mútuo como partes de uma mesma família, uma certeza de que no amor de Deus que se propaga entre nós, nunca estaremos sozinhos;


b) a realização do Encontro Anual nos 40 anos, com a revisitação de tantas histórias, tantas amizades. Um momento em especial, quando todos nos abraçamos e cantamos "Ecoar", sempre "ecoa" na minha cabeça... Uma certeza da vida em comunidade, da irmandade ao olharmos para os nossos próximos.

Enfim, esses foram momentos muito especiais para mim.

4. O que mudou da sua visão a respeito do Escalada de quando você era jovem pra hoje?


Antes de qualquer coisa: eu continuo jovem, ok? hahahaha.

Mas indo ao ponto: muita coisa muda. A nossa relação com o Movimento é como uma relação a dois: no início, a paixão é o elemento central e queremos simplesmente ajudar, fazer, participar, alcançar pessoas etc. Com o tempo, vamos amadurecendo a relação com o Movimento e isso faz com que possamos ir pensando em formas diferentes e inovadores de realizar o propósito central que continua sendo o mesmo: evangelizar. Então, hoje, eu consigo ter uma visão madura do que o Movimento representa para mim, e do papel que ele se propõe a desempenhar na vida dos alpinistas... Consigo pensar de forma mais abrangente, vendo diferentes perspectivas de nossa atuação!

5. Quais são os desafios que você acha que o Escalada tem que conquistar no futuro? Quais os próximos passos a serem dados?


Para mim, o principal desafio do Movimento (e da atual geração de jovens) é manter a simplicidade, o comprometimento e o brilho nos olhos. Vivemos um momento histórico de relações múltiplas e voláteis (a "lei do desapego"). Então, penso que devemos nos centrar naquilo que nos faz ser cristãos e católicos, desafiando os jovens a se manterem firmes e perseverantes no caminho da fé. Para isso, os próximos passos a serem dados podem até mesmo ser "para trás". A evolução e o amadurecimento do Movimento não significam necessariamente a sua expansão ao infinito... O desafio é alcançar cada vez mais corações de forma simples, profunda e comprometida.

6. Escreva em uma frase, apenas uma frase, o que é o Escalada para você.


O Escalada é o meu local de pertencimento dentro da Igreja Católica.


7. Você já indicou o Escalada pra alguém? O que você falaria ou já falou pra convencer alguém a fazer um encontro do Escalada?


Com certeza, para muitas pessoas! Não perco uma chance de recomendar esse Encontro maravilhoso com o Cristo. Quando a gente menciona o Escalada para alguém, nem é necessário falar nada, sabe? O brilho do olhar e do sorriso já evidenciam tudo que sentimos e o quanto essa experiência é transformadora... Mas eu costumo dizer que se trata de uma forma de conhecer e se relacionar mais profundamente com o Cristo (jovem, amigo, acolhedor) e com a própria Igreja. O Escalada é uma porta de entrada para várias experiências a serviço da nossa Igreja!




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