ESCALADA: MOVIMENTO SANGUE BOM


“...e andai em amor como Cristo, que também nos amou e se entregou por nós a Deus como oferta e sacrifício com aroma suave.” Efésios 5:2

Não é raro escutar, nos mais diversos locais por onde transitamos, que a “galera do Escalada” faz diferença onde passa. Esta diferença é realizada de forma tão visível e sensível que costuma marcar a vida de muitas pessoas. Às vezes ela é feita por um só alpinista. Em outras, por ações planejadas de um dos seus vários projetos.

Projeto Magnificat – Doação de Sangue e de Medula


Segundo Ninha, uma das coordenadoras do Escalada em 2018, o projeto Magnificat como braço social do Movimento tem o objetivo de fomentar a caridade, fazendo dos jovens verdadeiros transformadores da sua própria realidade social. Citando Padre Manoel Filho, orientador eclesiástico do Escalada, Ninha explica que “as ações dos alpinistas não podem se restringir a um simples voluntariado. Ser cristão pressupõe bem mais que isso. Exige entrega e compromisso inspirados sempre no Amor ao próximo!”

Como todo projeto do Escalada, o Magnificat se reúne quinzenalmente para planejar as ações. Assim como outras ações de interação social foram sendo inspiradas, pode-se considerar que a mais significativa delas é a campanha de doação de sangue e medula. Para os envolvidos nesta atividade, o mais importante é estimular e conscientizar os jovens de que, com um gesto bem simples e rápido, é possível, realmente, salvar vidas.

Segundo Adriano Assiz, Drio, ex-coordenador que já doou sangue mais de 15 vezes, “é sempre muito bom! Com apenas meia hora de meu tempo é possível ajudar muita gente e salvar até quatro vidas humanas.” Ele destaca: “sempre que a gente doa sangue, se sente mais leve. Multiplicando o ideal cristão de amar sem olhar a quem!”

Um pouco da história

A ação de doação de sangue começou no Escalada em 2001. Adriano Batista, Dico, que já era doador de sangue antes de entrar para o Movimento, começou a motivar mais e mais pessoas a fazer isto também. Segundo ele, “um gesto de muito impacto e que estava ao nosso alcance na época e, ainda hoje e sempre, pois só depende da vontade de cada um. Um gesto gratuito, generoso, profundamente alinhado com a caridade cristã”. Dico lembra, ainda, que a ideia da ação se tornar regular no movimento aconteceu num dos zonais da 11º Master que, por estas “coincidências” das coisas de Deus, não por acaso, tem o nome de Magnificat.

Peu Cohen, um dos pioneiros, realça que “doar sangue é uma atitude que só faz bem. Tanto para quem doa, quanto para quem recebe. O bem é o único efeito colateral!” Ele lembra que, desde que se tornou um doador regular pelo Escalada, já participou de campanhas com o Hemoba, STS Limoeiro, Iheba, banco de sangue do Aliança e que sempre sai destas ações muito melhor do que entrou. Para Naira Andrade, Nai, outra pioneira da ação, “este gesto amplia a visão da própria vivência cristã, pois é muito mais comum a doação de sangue para alguém próximo, da mesma forma que é mais fácil amar os conhecidos. Ao doar sem saber para quem, vivencia-se plenamente o Evangelho de Cristo na sua proposta de amor incondicional”.

O outro lado da moeda