CRIATIVOS, OUSADOS, ALEATÓRIOS



Como tudo começou

Há 8 anos um alpinista, ou melhor, um padre alpinista se encheu de Deus e abriu as portas de um sonho. Em tão pouco tempo, em um lugar tão distante do comum, nasce ali, na Avenida Paralela, Centro Administrativo da Bahia, em meio às dozes pétalas de concreto, uma família. Vinham de todos os cantos da cidade, cada um trazendo a sua história, e pela coragem e fé das pessoas, aquele lugar se tornou um cantinho mais próximo do céu, uma igreja, Tabor.

E assim fomos construindo um ambiente melhor, dando nossa cara e cuidando como se fosse nossa casa, e todos que ali passavam de visita queriam unir-se a nós. Pastorais, comunidades em condomínios fechados, grupos e movimentos foram se consolidando, não cada um por si, mas todos juntos em um só. Quem nunca viu aquele mosaico atrás do sacrário? Aquilo é igreja! Cada peça, em cada tamanho e cores diferentes, cada um com sua forma, mas todos juntos, juntos harmonicamente em volta da eucaristia, com Cristo.

E como missionários que devemos ser, o Movimento Escalada foi peça importante neste mosaico, concretizando em 2012 o “Nosso lugar nesta história”, com a implantação do Zonal Paralela. Em pouco tempo esta igreja virou a nossa segunda morada! Sendo este, justamente o sentido da palavra Paróquia. Mais que merecidamente, no ano de 2016, fomos reconhecidos pela Arquidiocese como Paróquia Ascensão do Senhor.

O Zonal

Falar do Zonal Paralela me remete a muita alegria e explica muito o que eu sou, pois sou a minha história! Zonal não é um lugar, um horário, nem um estado, mas sim pessoas unidas com o propósito de escalar até Deus. Nosso feijão com arroz se dá aos sábados das 15 às 17 horas, e neste espaço de tempo muitas pessoas, como eu, têm a oportunidade de entender e testemunhar o que Jesus faz e quer fazer com as nossas vidas. Começamos com poucos, mas eram sempre aqueles poucos, e assim a união sempre foi a nossa principal característica. A intimidade foi tão grande, que nossa amizade trasborda às duas horas de reuniões semanais. Inclusive neste ano, comemoramos os cinco anos dos nossos terços mensais, com nome Intimidade.

A participação do Zonal na Pastoral da Liturgia é um daqueles tipos de rotina que nunca entra no comum. Cada missa preparamos de forma única, com muito cuidado e carinho. Quem irá servir na missa, sobe 20 minutos antes do zonal terminar, acende o círio, entrega o folheto, pega o violão, às vezes temos salmista, às vezes não, mas no final acontece sempre uma missa, na qual servimos de coração. Lembro-me de uma época em que não tinha nem caixa de som na igreja, e mesmo assim cantávamos com muito amor para a comunidade. Saber que o nosso serviço é ajudar as pessoas a rezarem melhor, nos motiva a buscar, aprimorar sempre mais.

Criativos, ousados, aleatórios. A busca por fazer mais e fazer diferente foi nos dando mais respeito e confiança por todos que nos cercam. Tudo começa quando a gente se propõe em não se fechar para si. São coisas simples como fazer reuniões debaixo da mangueira à vista de todos, ser gentil com funcionários da igreja e com todos que ali passam, fazer ações conjuntas com as pastorais da igreja e estar presente ativamente nos eventos da paróquia. Isso tudo mudou a imagem errada de que alguns jovens não têm responsabilidade. Não, velho, conosco não é assim! Beleza, pode não ser o melhor, mas tudo que fazemos na igreja é o melhor que podemos dar e com simplicidade e ousadia posso citar alguns momentos marcantes como: a Noite Cultural com os peregrinos da JMJ, em 2013; o Dia de Convivência Comunitária, em 2016; o passeio turístico ao Centro Histórico de Salvador, em 2017; os encontros A Ponte.

“A busca por fazer mais e fazer diferente, foi nos dando mais respeito e confiança por todos que nos cercam. Tudo começa quando a gente se propõe em não se fechar para si.”

Projeto A Ponte

Quem imagina que em uma região como o CAB exista tantos jovens? Sim, existe! Temos muitos jovens aqui na igreja e temos muito mais logo ali depois do nosso muro. Aliás, não existem muros entre