Entrevista: Diogo



Movimento Escalada - Fale um pouco sobre a sua história no Movimento: Como entrou no Movimento? Quando fez encontro? Fez o encontro de que paróquia? Já coordenou o Movimento? Quando? Quando se tornou Conselheiro?

Diogo - Eu fiz a 41ª Escalada regular em Salvador, zonal Vitória, no ano de 1998. O nome foi 20 escalar (Vim te Escalar), pois o Movimento estava completando 20 anos (nossa! Agora já são 40... Estou ficando velho). La em casa são 3 irmãos, eu sou o caçula e os dois mais velhos já tinham feito e amado, apesar de não terem perseverado no Escalada. Resolvi fazer também e me apaixonei. Nestes 20 anos deixei que Deus agisse através de mim em diversas coisas no Movimento. Coordenei o zonal Vitória por muuuuuito tempo (na época não havia a regra de 2 anos), integrei também por muito tempo e sou completamente apaixonado pelo Projeto Missionárias. Ajudei nas implantações de Juazeiro, Canaveiras e na reimplantação de Jequié. Fui do GC em Salvador por 7 anos, sendo dois (2012 e 2013), como coordenador, tornando-me conselheiro a partir de então.. Até o forró do escalada eu já coordenei (risos). Acho que sempre temos que estar disponíveis para o que Deus precisar de nós.


Encontrão do GC - 2013

MV - Qual a importância do Movimento Escalada em sua vida, depois de tantos anos de dedicação a ele?

Diogo - Toda! Outro dia eu estava refletindo até sobre como o Escalada interfere positivamente na minha vida profissional. Se hoje não tenho dificuldade de falar em público, tenho alguma capacidade de liderança, dentre outras características, eu devo ao Escalada. Mas a maior importância do movimento em minha é a capacidade que ele tem de me manter próximo de Deus. Estou retornando a Salvador após um período de dois anos morando fora, o que me deixou fisicamente afastado do Movimento. Incrível como me afastei de muitas outras coisas, que naturalmente serão retomadas em minha vida.

MV - Escolha um ou dois (no máximo) momentos marcantes na sua vida dentro do Escalada. Nos conte com detalhes esta experiência.

Diogo - Olha, tem três coisas que eu liderei a realização, quando estava na coordenação do movimento, das quais me orgulho muito:

1) Criação do zonal paralela. Quando meu grande amigo Mané foi enviado para a missão no CAB, passamos a refletir de que forma o escalada atuaria. E para mim era óbvio, não havia o que inventar. O que fazemos bem é evangelizar através do nosso encontro e dos nossos zonais e levantei esta bandeira e fui até o fim. 2) Doação para construção do Posto de Saúde Santa Terezinha. No final do ano de 2012 o movimento estava com uma sobra de caixa de quase 7 mil reais, quando Liliana lançou a ideia de ajudarmos na construção do posto. Levantei a bandeira de que não precisávamos deste dinheiro e deveríamos mandar todo para a construção. Fui “apedrejado” por alguns, que achavam que este dinheiro faria falta. Mas tive o apoio de May, que era minha parceira de coordenação, conseguimos convencer o grupo. Sei que não foi muita coisa, em relação ao todo que é aquele Posto, mas ajudou muito com o início. 3) Implantação da Escalada em Lauro de Freitas: Se falava nesta implantação haviam mais de 15 anos. No ano de 2013, coordenando o Movimento junto com meu irmão Jorginho, conseguimos tirar isto do papel. Lembro que o padre João Abel chegou a marcar com uma reunião conosco em Vilas (eu morava em Ondina), num domingo às 6 da manhã. Nós chegamos as 6 e o padre chegou as 8. Ficamos dormindo no carro esperando ele (Rs). Hoje Lauro é uma realidade. Amém.

MV - O que mudou da sua visão a respeito do Escalada de quando você era jovem pra hoje?

Diogo - Nestes 20 anos muita coisa mudou no mundo, e o escalada acompanha essas mudanças. O jovem mudou muito e, obviamente, o jovem do escalada também. É preciso se adaptar, sem perder o que é essencial e com muito cuidado para “escorregar” nas “armadilhas” da modernidade, para não ir de encontro ao projeto de Deus.