Entrevista: Macarrão



Movimento Escalada - Fale um pouco sobre a sua história no Movimento: Como entrou no Movimento? Quando fez encontro? Fez o encontro de que paróquia? Já coordenou o Movimento? Quando? Quando se tornou Conselheiro?

Macarrão - Fiz a Escalada em 1985, 14ª Escalada. Participava na Pituba, Paróquia Nossa Senhora da Luz, dos grupos de jovens - Nova Luz e Maria Jovem. Invariavelmente éramos os jovens da Pituba, que faziam Escalada. Naquela época não existia Escalada da Pituba e da Vitória, fazíamos todos juntos. Uma curiosidade, que a minha irmã, Lu, coordenou meu encontro, junto com Matedi. Coordenei o Movimento em 1997 e 1998, e me tornei Conselheiro compulsório, até porque essa ocupação surgiu, após Fórum que promovemos em 1998, e em que o conselho e o GC foram criados.

MV - Qual a importância do Movimento Escalada em sua vida, depois de tantos anos de dedicação a ele?


Macarrão - No Movimento cresci, me formei como Pessoa, fiz muitas amizades, me casei. O Movimento me ajudou a ser uma Pessoa melhor, significar o Ser Pessoa em Clima de Oração. Ter oportunidade de experimentarmos, assim como Jesus, os nossos momentos gozosos, gloriosos luminosos e dolorosos. Ensinamentos que carrego em minha vida!

MV - Escolha um ou dois (no máximo) momentos marcantes na sua vida dentro do Escalada. Nos conte com detalhes esta experiência.

Macarrão - A implantação do Pós-Escalada pode ser dividida em vários atos, pois na realidade o pós é algo que se reimplanta e reinventa a todos os momentos e nunca estará implantado, pois terá sempre que estar sintonizado e relacionado com a realidade do momento e a evolução das pessoas. O primeiro ato está situado nas escaladas de 1985 (Sementes do amanhã e ETC), onde após esses encontros a vontade de permanecer unido e a coincidência da existência de pessoas que se conheciam dos grupos de paróquia, especialmente Maria Jovem e Nova Luz, que já haviam feito ou fariam o Encontro.

Acredito que a chama do pós ficou latente nesses núcleos e com essas pessoas, que em 1986 fizeram essa química reagir e iniciar o que realmente seria o pós Escalada. Foi feito uma vigília, muito bem elaborada, para durante o final de semana do encontro, poder nos reunir para orar e preparar a chegada da Escalada que se chamou Sinal Verde (15ª Escalada), a partir dessa escalada e nas subsequentes, pusemos em prática, em um primeiro momento, a proposta que Mane levantou (ele havia trabalhado na 15ª), a partir de um livro que dividia-se em vários capítulos onde em grupos menores nos reuniríamos para discutir, e a cada mês faríamos um encontrão mensal para garantirmos a unidade (Esses são um capítulo a parte, Historias e fatos que dariam outro livro!). Esses grupos eram pequenos e distribuídos em regiões, nesse momento não existia mais o pós da sua escalada, mas uma mistura do pós das escalada citadas e que mais na frente se transformaram no pós da Pituba e Vitória e mais ainda nos zonais.

Houve um encontro emblemático, encontro ocorrido lá no Encontro das Águas, no terreno de Marcelão Sarno, que só tinha uma cobertura de piaçava, onde passamos o dia discutindo e definindo os passos do que foi descrito anteriormente, éramos muito jovens, o mais velho sem dúvida era Huruba que não sei se tinha mais que 19 anos.

Como falei daí em diante seguem vários atos que foram sendo melhorados e aperfeiçoados enquanto o movimento crescia, e a sua própria estrutura “administrativa” ganhava mais representatividade e carisma.

Fórum 98: O fórum foi inspiração, obra e Graça do saudoso e inesquecível Pe. Zé. Ele indiretamente nos fez ver a necessidade de praticar reformas e pensar a escalada para o futuro. Esse foi o grande presente para os 20 anos e naquele momento visualizávamos a possibilidade de sermos muito grandes e para isso tínhamos que nos adequar. Alguns grandes temas foram discutidos e estavam relacionados ao conteúdo das palestras, orientação para as palestras, escalada máster, estrutura de coordenação do movimento e a Escaladinha que seria a forma mais inteligente de vincular os jovens de 15 a 17 anos e garantir pessoas fazendo o encontro.

Resumidamente o fórum se preocupou com uniformização do conteúdo, qualificação das pessoas, reflexão e preparação para a redução de pessoas interessadas a realizar encontros (Foco jovens de 15 a 17 anos), estrutura que suportasse o possível crescimento dos movimentos junto as fornias.

Das tantas propostas algumas foram implantadas posteriormente, principalmente a nova estrutura que passou a ter um grupo de coordenação, apoios zonais e um conselho formado por ex coordenadores do movimento. Outro ponto demandado do fórum, que foi implantado posteriormente, foi a introdução de uma nova palestra, na escalada Máster, que propiciasse uma maior ligação do pessoal com a profissão e as vocações, dessa maneira foi desenvolvida e elaborada uma palestra intitulada Profissão e Fé, com intuito de responder a essa demanda.


MV - O que mudou da sua visão a respeito do Escalada de quando você era jovem pra hoje?

Macarrão - Sem dúvida o seu Crescimento. Muitos encontros, ações e associações. O Movimento tem mais visibilidade, penetração, flerta melhor com as paróquias. A Busca constante em aprofundar mais e melhor o carisma do Movimento, se adaptando ao Jovem e ao tempo.

MV - Quais são os desafios que você acha que o Escalada tem que conquistar no futuro? Quais os próximos passos a serem dados?

Macarrão - Aprofundar a Espiritualidade do alpinista. Garantir que os Zonais se aproximem mais das Pastorais das Paróquias. Garantir a vanguarda da Evangelização, meios e recursos para tal.

MV - Escreva em uma frase, apenas uma frase, o que é o Escalada para você.

Macarrão - Ser Pessoa em Clima de Oração.

MV - Você já indicou o Escalada pra alguém? O que você falaria ou já falou pra convencer alguém a fazer um encontro do Escalada?

Macarrão - Sim, para muitas pessoas. Muito mais que palavras para convencer, o exemplo de vida, sem dúvida sempre foi e será o maior convencimento para aproximar o Jovem de Jesus, através do movimento Escalada.

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