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Cris

23 de março de 2007
Cristiane Senra Lima, ou simplesmente, Cris, acaba de deixar a coordenação geral do Escalada. Alpinista convicta, ela reparte, nesta entrevista para O Arauto, um pouco de sua história no movimento, desde quando foi convidada a fazer o encontro, há exatos onze anos, até quando deixa o Grupo de Coordenação – depois de 7 anos no grupo – e passa a ser Conselheira. Sempre disposta a dar o SIM para os chamados de Deus, Cris deixa aqui registrado seus principais desafios, dificuldades, vitórias no período em que ocupou o posto. Sem dúvida, esta alpinista que completa mais de uma década no movimento, traçou um percurso muito dedicado aos grupos de pós-Escalada, sendo uma das incentivadoras do atual Projeto Apoio Zonal.

Arauto – Quando você entrou no Escalada?

Cris - Fiz o encontro em 1996, 36ª Escalada de Salvador – Essência, a convite de Ro (Rodrigo Duarte), que visitou o Colégio Antônio Vieira (onde eu estudava) para convidar os jovens a participarem do Movimento.

Qual a importância do Escalada em sua vida?

A Escalada foi um marco na minha vida. Apesar de ter estudado no Vieira e de ter participado de outro grupo de jovens anterior ao Escalada, me apaixonei pelo carisma, “Ser pessoa em clima de oração” e fiquei encantada pela estrutura sólida e organizada do Movimento. De fato, após participar do encontro em 1996, passei a freqüentar assiduamente as missas da Pituba e reuniões de pós, fortalecendo assim a minha espiritualidade e aumentando a minha vontade de encher cada vez mais o pote, a vontade de levar a outras pessoas o Cristo que REENCONTREI naquele fim de semana tão especial.

De que grupos/ projetos participou?

Após o encontro, freqüentei o Zonal Pituba, grupo que coordenei durante um ano. Depois, passei a fazer parte do Apoio Zonal Pituba, de onde sai em meados de 1999 para integrar o Grupo de Coordenação. No final de 2004, além de participar do GC, coordenei o Projeto Apoio Zonal com Guga Checcucci, mas não pude continuar naquela função, pois assumi a coordenação geral do movimento em Janeiro de 2005, função que exerci até 2006, no 1º ano com Goiaba e após, com Peu Cohen. Atualmente, estou apenas fazendo parte do Conselho de Salvador.

Trabalhei no encontro da Pituba em 1998(Degrau) ; em 1999 no encontro de Petrolina e em 2000, coordenei juntamente com Nelson o encontro da Pituba(Chama) . Também trabalhei em 2004 na Master(Magnificat) e estou na equipe da Máster do ano de 2007.

Desde quando participa do GC?

Entrei no GC em meados de 1999, de onde sai em 2006 quando terminou o meu período de 2 anos na Coordenação Geral. O motivo da minha saída não teve relação com o fim da minha coordenação, mas sim porque acredito que a rotatividade de componentes em um grupo é necessária e vital para o crescimento pessoal e principalmente do Movimento. Com certeza a Coordenação é o grupo com o qual mais me identifico.

Como foi a experiência na coordenação geral do movimento?

Uma experiência única, que me fez amadurecer como pessoa, como profissional, como liderança cristã. Em todos estes anos fazendo parte do Grupo de Coordenação aprendi que precisamos respeitar a opinião do próximo e fazer sempre o que for melhor para o Movimento, deixando de lado questões pessoais. Como coordenadora, a responsabilidade com o outro aumentou, pois como dizia Goiaba, somos coordenadores 24 horas.

Enquanto coordenadores, somos observados em todo e qualquer lugar, mesmo que não estejamos naquele momento representando o Movimento Escalada. Com certeza, nossas atitudes estarão sendo julgadas, porque passamos a representar algo maior, eu deixo de ser apenas Cristiane, para ser a Coordenadora do Movimento Escalada, por isso é necessário discernimento e tato para lidar com as situações e as pessoas, principalmente, já que o nosso maior objetivo é agregar, evangelizando cada vez mais.

Qual foi o seu principal desafio na coordenação geral do Escalada?

Acho que o maior desafio ao coordenar o Movimento é saber conciliar a vida pessoal com os compromissos inerentes à função que exercemos. Como tenho o perfil de absorver tudo, acho que muitas vezes abdiquei de projetos pessoais para ter mais tempo para o Escalada, mas não me arrependo, pelo contrário, a experiência me trouxe crescimento e aprendizado que talvez não encontrasse no ambiente de trabalho e outros.

Quais as principais ações desenvolvidas pelo GC no período de sua gestão?

O papel da Coordenação no dia-a-dia do Movimento já é bem pesado e muitas vezes não conseguimos colocar em prática projetos, com os quais sonhamos e que acreditávamos poder realizar quando na Coordenação Geral.

No período de 2005/2006 procuramos arrumar a casa, reativando projetos como o de Música, fortalecendo outros, como o Apoio Zonal e ainda fazendo contatos para a implementação do Encontro em Aracaju (que ainda não está fechado).

Qual a que você julga mais importante e por que?

Apesar de ter sido discutido e implementado no final de 2004, acredito que a efetivação do Projeto Apoio Zonal tenha ocorrido nestes dois últimos anos.

Com certeza é hoje um projeto essencial para o dia-a-dia do Movimento, com objetivos sólidos e componentes comprometidos, responsáveis não apenas pela parte prática dos encontros, mas principalmente em acompanhar e dar suporte aos Zonais, fonte de toda a nossa história, onde se desenvolveram os grupos de vida e amizade, tão citados pelo nosso amado Pe. Zé.

Quais os seus planos daqui prá frente no movimento?

Neste primeiro semestre quero dar uma parada, organizar minha vida profissional e posteriormente, com certeza, me engajar em algum projeto aliado a algum serviço pela Paróquia da Pituba, provavelmente, a Assistência Jurídica que está sendo estudada e será implementada no Centro Comunitário.

De qualquer forma, estarei presente no Conselho de Salvador e sempre disponível para o que o Movimento precisar, até mesmo porque para mim é impossível dizer NÃO as coisas de Deus.