@movescalada

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Nai

11 de outubro de 2005
 

Naira Rita Andrade Moyses é um exemplo de voluntariado dentro e fora do Movimento. Nai ou Nana, como é mais conhecida, fez a 5ª Escalada Master chamada SER – SEMPRE ESTAREMOS REUNIDOS, em 1998 e hoje faz parte do Projeto Magnificat. Nai lembra que seu primeiro gesto concreto começou quando em agosto de 2000, alguns amigos da Master sentiram a necessidade de concretizar a sua vida cristã na ação e resolveram fazer doação de alimentos, nascendo ali o Projeto Cestas Básicas.

A primeira doação foi sete cestas básicas para a creche São José no Engenho Velho de Brotas. Cada um do grupo doou uma cesta que foi levada para sete famílias dos alunos da creche. “Lembro que nesse dia falamos um pouco sobre ser comunidade para as mães presentes. Foi maravilhoso!”, lembra Nai emocionada.

Entretanto, o espírito voluntário desta alpinista vem de família, já que os Andrades reúnem-se uma vez por mês para arrecadar fraldas geriátricas para o Abrigo São Gabriel. Nai comenta que: “São poucas as pessoas que tem interesse por idosos, conversar com eles é muito bom, eles têm histórias muito interessantes”. Mas, ela gosta mesmo é de servir, não importa a idade, basta ser solicitada para aceitar o convite. “Ajudar crianças e adolescentes é gratificante e alegre”, completa.

Nai acredita que ser voluntária é doar seu tempo de alguma forma para as pessoas mais necessitadas. “Com isso além de ajudar
o outro que é Jesus, ajudamos a nós mesmos, pois a cada dia valorizo mais minha família, meus amigos, minha vida e até mesmo os obstáculos que aparecem” avalia e completa dizendo que o que a motiva ser voluntária é poder devolver para a sociedade um pouco do que ela recebe de Deus em abundância. Nai defende o voluntariado e a importância dos que tem mais doar aos que tem menos e afirma que não só ela, mas o movimento como um todo faz parte de um grupo de privilegiados por ter acesso à educação, estrutura familiar, amigos e ainda fazer parte da Igreja de Deus.

Muito grande, está é a expressão utilizada por Naira para definir a importância do voluntariado na sua vida. “Não me vejo mais fora de um grupo que faz algo de concreto” afirma. Ela também aproveita para lançar o convite para que todos sejam voluntários, pois segundo ela o voluntariado não se aprende com a experiência do outro, é algo que só se aprende vivenciando. Nai finaliza lembrando que Fé e Obras devem caminhar juntas. Como lembra São Tiago em sua passagem “Fé sem obras é morta”. O Cristão precisa colocar em prática suas ações a serviço de Deus, entretanto a Obra sem a Fé também é complicada. “Não adianta praticar o voluntariado sem acreditar que o outro é Jesus, por isso, hoje nós do Projeto Magnificat tentamos melhorar a cada dia nossas ações, para doarmos não somente o material, mas também levarmos o evangelho a essas pessoas”.